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SIRESP volta a falhar. Como funciona este sistema de emergência que falha nas catástrofes?

22 Junho 2017437
Pedro Rainho

Quais foram as falhas no incêndio do Sardoal?

Pergunta 10 de 11

Durante um incêndio no Sardoal, Santarém, no ano passado, o sistema de comunicações ficou fora de serviço durante 12 horas. Só para ativar a antena móvel e a desativar a antena fixa foram precisas cinco horas.

Essa delonga — que já tinha sido percetível às autoridades que acompanharam o combate às chamas — acabou plasmada num relatório do Ministério da Administração Interna. O documento descreve, passo a passo, todas as decisões tomadas durante aquelas 12 horas.

Relatório. Depois de erros, SIRESP tinha prometido ao Governo que não ia voltar a falhar

Às 18h21 do dia 23 de agosto, houve um corte no cabo da MEO, uma das empresas de comunicações à qual a SIRESP subcontrata o equipamento que é instalado no terreno e que garante a comunicação. Uma hora e meia depois, o Centro de Operação e Gestão do sistema enviava à Proteção Civil um mapa com as zonas afetadas. Só às 4h45 a antena móvel chegava ao local e às 6h05, 12 horas depois da falha, o sistema era reposto.

Na análise a este processo, o SIRESP prometia: “Pode-se garantir que deste evento se retiraram os devidos ensinamentos e que, numa situação próxima situação idêntica, a resposta dos meios operacionais das comunicações SIRESP será mais rápida e eficaz”.