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Tensão EUA-Coreia do Norte: há risco de uma guerra nuclear ou é só fumaça?

11 Agosto 2017150
Rita PortoCarolina Branco

Como é que tudo começou?

Pergunta 1 de 8

A recente escalada de tensão verbal entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte começou depois de um novo pacote de sanções a Pyongyang ter sido aprovado pelas Nações Unidas, por unanimidade, no dia 5 de agosto, em resposta aos testes de mísseis balísticos realizados durante o mês de julho.

Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos para a ONU (à direita), e Matthew Rycroft, embaixador do Reino Unido (à esquerda) votam as sanções à Coreia do Norte. (Foto de Eduardo Munoz Alvarez/AFP/Getty Images)

É o sétimo pacote de sanções da ONU ao regime de Pyongyang e são consideradas as mais pesadas. Estas sanções poderão privar o país de um terço das receitas geradas com a exportação de carvão, peixe e marisco — cerca de mil milhões de dólares anuais (cerca de 845 milhões de euros) — e ainda proibir o envio de trabalhadores norte-coreanos para o estrangeiro.

Foram os Estados Unidos que propuseram este pacote e contaram com o apoio imediato da França, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul. A Rússia e a China poderiam ter travado estas sanções, mas não o fizeram.

A eficácia das sanções sobre a economia norte-coreana depende, quase completamente, da sua implementação pela China, algo que não tem acontecido. A maior parte das exportações norte-coreanas é comprada pela China, em especial carvão. Sem estas vendas, dificilmente a economia norte-coreana conseguiria continuar a funcionar.

Aprovadas por unanimidade novas sanções à Coreia do Norte

Há quem defenda que o problema podia ter sido evitado se estas sanções, que mostraram a sua “ineficiência”, não tivessem sido aplicadas, como é o caso de John Delury, especialista sobre assuntos da Coreia do Norte na Universidade de Yonsei, na capital sul-coreana de Seoul, em declarações ao The Guardian. Delury diz que a mensagem dos Estados Unidos para Kim Jong-un deveria ser de inclusão e não de exclusão.