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Vídeo-árbitro. Um bem que veio por mal ou um “mal” que traz o bem?

27 Maio 2017721
Observador

Em que situações é que o vídeo-árbitro pode intervir?

Pergunta 1 de 6

A partir da próxima época todos os jogos da Liga NOS vão contar com a presença do vídeo-árbitro nos estádios. A final da Taça de Portugal, entre Benfica e V. Guimarães, a disputar este domingo no Jamor, será o primeiro jogo oficial em Portugal em que se recorrerá, caso necessário, ao mesmo.

Mas afinal, em que situações é que o vídeo-árbitro poderá intervir num jogo?

O vídeo-árbitro encontrar-se-á numa régie (caso o estádio não reúna as condições para acolher uma, o vídeo-árbitro intervirá a partir de um veículo estacionado no exterior) onde consegue ver, em tempo real, todas as câmaras — e respetivas repetições — da transmissão televisiva do jogo.

Sendo certo que a decisão final quanto à jogada é sempre do árbitro principal, o vídeo-árbitro poderá ser utilizado em três situações:

  1. Na validação (ou invalidação) de golos – quando estes são antecedidos de falta ou fora-de-jogo;
  2. Na mostragem de cartões vermelhos por agressões ou faltas duras que escaparam à visão (e admoestação) do árbitro principal ou dos assistentes no relvado;
  3. Nas situações em que há troca de identidade de um jogador por parte do árbitro, ou seja, caso o árbitro mostre o cartão a um jogador por confundi-lo com outro, o cartão será retirado e mostrado a quem cometeu, de facto, a infração.

O vídeo-árbitro não pode ser utilizado em situações em que o árbitro principal tem dúvidas quanto à mostragem de um segundo cartão amarelo (e consequente vermelho e expulsão) a um jogador.