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Esperança em Movimento: a política ao serviço do Bem

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Combatemos o individualismo exacerbado, tal como o relativismo e o niilismo reinantes. Socorremo-nos do humanismo personalista assente na doutrina social da igreja.

Do que esperas para mover o mundo?

A TEM – Tendência Esperança em Movimento surge como o espaço de afirmação da doutrina política Democrata Cristã, dentro do CDS.

Combatemos o individualismo exacerbado, tal como o relativismo e o niilismo reinantes. Socorremo-nos do humanismo personalista assente na doutrina social da igreja e pretendemos que o CDS evolua e cresça assente nos valores democrata-cristãos.

Sentimos que nos últimos anos se perdeu parte da identidade do CDS. O partido tornou-se o albergue de diversas correntes, não assumindo verdadeiramente nenhuma. Além disso, sentimos que é um partido sem agenda e refém do pragmatismo, que procura apenas resolver os problemas das pessoas a curto prazo. A sua descaracterização confirma a verdade que custa admitir: não somos uma verdadeira alternativa ao PS ou PSD.

Queremos, por isso, um partido com uma base ideológica definida e que tenha a coragem de tomar posições firmes, coerentes e seguras. E isso só será possível se, assentes na matriz Democrata Cristã, recuperarmos a ética política primordial que o partido precisa e exige.

Naturalmente, seremos uma voz importante na defesa da vida e da família. No que respeita à economia, defendemos a liberdade da iniciativa privada como principal motor da geração de emprego e riqueza, acautelando sempre os interesses das comunidades e dos trabalhadores, numa perspectiva de solidariedade e justiça social.

Lutaremos para que se faça um debate pleno sobre a Europa que queremos construir e estaremos sempre atentos aos mais desfavorecidos. Seremos um bastião na defesa da educação, advogando a liberdade de escolha e a acomodação do projecto educativo às necessidades de cada família e às necessidades de cada um.

A saúde política de um partido mede-se pela sua vivacidade e pela salutar participação democrática, pelo que não somos oposição, mas construção, contribuindo com ideias, tendo uma voz activa junto de quem decide e atraindo os que pensam como nós ao CDS.

Neste tempo novo que o CDS vive, há espaço para repensar o partido e o seu caminho. Não deixaremos, por isso, de propôr aos militantes o ideário doutrinal de referência em que acreditamos, indicando sem medo, o caminho que entendemos ser o melhor para a defesa dos interesses de todos os portugueses.

Em breve teremos um lugar na Comissão Política Nacional do CDS e, por inerência, assento no Conselho Nacional do Partido. Não são apenas cargos. São cargos que queremos pôr ao serviço dos militantes, ao serviço do povo, ao serviço de Portugal. São lugares onde teremos a oportunidade de defender aquilo em que acreditamos.

Não estamos atrelados quaisquer interesses nem comprometidos com o sistema. Não precisamos dele. A nossa força e o nosso futuro é precisamente romper com o politicamente correcto. Queremos entender a realidade e fazer uma leitura crítica e objectiva deste fenómeno de “contra-revolução” a que assistimos a nível mundial, o qual, se centrado no que é essencial, isto é, nos valores certos, nos permitirá, com um discurso disruptivo e descomplexado, conquistar a simpatia e a confiança das pessoas.

Pretendemos chegar aos militantes e às pessoas próximas do CDS que não se revêm no partido, mas também – e acima de tudo – aos 60% de desinteressados pela política que não se movem para ir às urnas e votam na abstenção. Queremos dar esperança às pessoas.

Não podemos ignorar o que a nossa consciência há muito nos exige. Porventura iludidos pela nobreza da função política, sentimos como imperativo de dever não mais adiar este serviço pelo e para o bem, para o bem comum. Fazemo-lo por vocação, com espírito de missão.

Assumimos o desafio de alma e coração, porque defendemos a Verdade e rejeitamos as pós-verdades. Não há tantas verdades quantos homens a terra tem – ou tudo seria permitido, sujeito à vontade discricionária de cada um –, pois dessa forma seria impossível o outro ou o Estado estabelecer quaisquer limites. Vimos a terreiro para combater o marxismo cultural que impera em muitas (e algumas ilustres) cabeças no nosso país, mesmo sem o saberem. Defendemos o bem e afirmamo-lo sem complexos.

O que nós queremos é contribuir para acordar o país da letargia em que se encontra. Ao menos lutaremos para avivar o debate e daremos voz a uma direita que não se encontra hoje representada.

Este não é um movimento só de ou apenas para católicos ou cristãos. Pelo contrário, trata-se um movimento de todos e para todos, independentemente do credo, raça, cultura ou etnia, conquanto haja, pois claro, a necessária comunhão de valores. E temos connosco pessoas oriundas dos mais diferentes sectores da nossa sociedade, pelo que estamos seguros de que essa comunhão existe.

Encontramo-nos actualmente a promover um ciclo de debates aberto a todos os que nos queiram conhecer. Recentemente, organizámos em Cascais o nosso primeiro evento sobre as melhores práticas autárquicas, que contou com a presença de diversos autarcas.

No dia 25 de Março vamos fazer um novo evento, juntando os ex-presidentes do CDS Adriano Moreira, Manuel Monteiro e José Ribeiro e Castro, três ex-líderes históricos do partido e defensores da democracia-cristã. A conferência terá lugar em Lisboa sob o mote “Democracia Cristã. Contem-nos lá!”.

Eu vou. E tu, vais esperar sentado ou juntas-te a nós? Porque juntos faremos acontecer o Bem. Juntos faremos acontecer Portugal.

Advogado, membro da TEM/CDS – Tendência Esperança em Movimento

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