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O contrabaixista Charlie Haden, considerado um dos mais influentes músicos de jazz de sempre, faleceu nesta sexta-feira, de acordo com o anúncio efetuado pela etiqueta ECM para a qual gravava. O músico tinha 76 anos e, segundo a mesma fonte, sucumbiu a uma doença prolongada.

Haden, que aprendeu a tocar contrabaixo num instrumento que pertencia ao seu irmão, ganhou fama no final dos anos 1950 quando o movimento conhecido como free jazz começou a tomar forma, através de nomes como o do saxofonista Ornette Coleman, com quem gravou um dos álbuns mais importantes na história do jazz, The Shape of Jazz to Come.

O músico tocou, também, com o pianista Keith Jarrett, com quem integrou aquele que ficou conhecido como o “quarteto americano”. Na década de 1970 fundou a Liberation Music Orchestra, praticando música vanguardista e fundada no livre improviso, a que somava uma forte carga política, com referências à Guerra Civil Espanhola ou ao regime de apartheid que vigorava na África do Sul.

Em 1971, recorda a Wikipedia, “durante uma digressão em Portugal, Haden dedicou a sua ‘Song for Che’ aos revolucionários anti-colonialistas das colónias portuguesas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. No dia seguinte, foi preso no aeroporto de Lisboa e interrogado pela Direção Geral de Segurança (DGS), a polícia política portuguesa”. Acabou por ser libertado “graças à intervenção da embaixada americana em Lisboa, mas foi depois interrogado acerca da dedicatória pelo FBI”, já nos Estados Unidos.

 

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