Economia / Crise no GES Seguir Primeira medida da administração Bento deverá ser uma auditoria às contas do BES Nova comissão executiva quer as contas a limpo. Caso a exposição ao GES seja maior do que se pensa hoje, poderá ser necessário um aumento de capital, que pode trazer novos acionistas ao banco. Observador Texto 15 Jul 2014, 07:33 319 i ESTELA SILVA/LUSA ESTELA SILVA/LUSA A nova administração do Banco Espírito Santo (BES), agora liderada por Vítor Bento, deverá pedir uma auditoria completa às contas da instituição, noticia o Público na sua edição desta terça-feira. Segundo o jornal, tal exame poderá concluir pela necessidade de um novo aumento de capital entre os 2 mil milhões e os 4.200 milhões de euros, de acordo com as piores expetativas do Citigroup, que na última operação semelhante (em junho) adquiriu ações do banco português. Na segunda-feira, dia em que Vítor Bento tomou posse como novo presidente do conselho de administração do BES, as ações do banco caíram 7,48%, o que demonstra a incerteza que ainda permanece nos mercados face à situação financeira da instituição, cuja exposição ao Grupo Espírito Santo (GES) – no qual se incluem a Espírito Santo International (ESI) e o Espírito Santo Finantial Group (ESFG), que detêm o BES – pode ser maior do que se pensava.Daí que, assim que esteja concluído o processo de reestruturação do GES, possa ser necessário suprir eventuais insuficiências financeiras através de um aumento de capital que pode contemplar a entrada de novos acionistas na estrutura – nomeadamente o o banco brasileiro BTG Pactual, avança o Público. Ler mais Exame às contas do BES pode determinar novos reforços de capital