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A nova administração do Banco Espírito Santo (BES), agora liderada por Vítor Bento, deverá pedir uma auditoria completa às contas da instituição, noticia o Público na sua edição desta terça-feira. Segundo o jornal, tal exame poderá concluir pela necessidade de um novo aumento de capital entre os 2 mil milhões e os 4.200 milhões de euros, de acordo com as piores expetativas do Citigroup, que na última operação semelhante (em junho) adquiriu ações do banco português.

Na segunda-feira, dia em que Vítor Bento tomou posse como novo presidente do conselho de administração do BES, as ações do banco caíram 7,48%, o que demonstra a incerteza que ainda permanece nos mercados face à situação financeira da instituição, cuja exposição ao Grupo Espírito Santo (GES) – no qual se incluem a Espírito Santo International (ESI) e o Espírito Santo Finantial Group (ESFG), que detêm o BES – pode ser maior do que se pensava.

Daí que, assim que esteja concluído o processo de reestruturação do GES, possa ser necessário suprir eventuais insuficiências financeiras através de um aumento de capital que pode contemplar a entrada de novos acionistas na estrutura – nomeadamente o o banco brasileiro BTG Pactual, avança o Público.

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