Chegou ao México no dia 21 de junho para ir visitar a namorada que conheceu num intercâmbio escolar, mas a última vez que viram o português Miguel Bernardino de Magalhães foi na madrugada de quarta-feira. Naquela noite, o rapaz de 24 anos ficou a guardar o negócio da família da namorada, na cidade mexicana de Tehuacán. E desapareceu. À porta da casa com o número 302 da Rua Jazmín, onde tudo aconteceu, há um rasto de sangue. Na caixa, falta dinheiro. Suspeita-se que tenha sido sequestrado por assaltantes.

O alerta foi dado pela mãe da namorada do português através de um número de telefone de emergência.  Oralia Rodríguez Aguilar referiu que a porta da sua empresa de importação de materiais estava aberta. E que o rapaz encarregado de ali passar a noite desaparecera. Havia vestígios de sangue junto ao portão.

As primeiras versões, segundo um jornal local, indicam que o habitual segurança da empresa faltara ao trabalho. Miguel ofereceu-se para o substituir. Oralia deixou. Não seria a primeira vez. Às 7.00 de quarta-feira, quando a proprietária chegou, a porta das instalações estava aberta. E havia vestígios de sangue no chão. Na caixa faltavam seis mil pesos, cerca de 350 euros.

Elementos da Polícia e advogados da empresa estiveram no local. As autoridades conseguiram levar o número do passaporte da vítima, o nome e a idade. De acordo com os seus documentos, Miguel chegou ao México a 21 de junho e tinha um visto de turistas, que lhe permitia estar no País por 130 dias.

A encarregada da seção consular da embaixada de Portugal no México disse à Agência Lusa contactou o Ministério Público de Tehuacán e que o caso está a ser investigado. “Até agora, os contornos do caso só podem qualificá-lo como um caso de desaparecimento do cidadão português e não de rapto porque não foi pedido resgate”, disse à Lusa Rosa Tavares.

Português já teria ido ao México no início do ano. Tem visto de turista.

Segundo uma funcionária consular, o rapaz “já tinha vindo ao México no início do ano”. “Penso que conheceu a namorada mexicana no âmbito de estudos e, depois veio viver aqui, para a casa da namorada e começou a trabalhar na empresa da mãe da namorada”, disse baseada em informações do Ministério Público.

“Continuamos a tentar contactar o Ministério Público de Tehuacán para que nos envie alguma comunicação por escrito para que possamos oficializar, de certa forma, este caso”, indicou esta sexta-feira Rosa Tavares.

Tehuacán, a cerca de 250 quilómetros da Cidade do México, é a segunda maior cidade do estado mexicano de Puebla, com aproximadamente 270 mil habitantes.