As ações do BES, cuja negociação esteve suspensa nas primeiras horas da sessão, desciam 25,65%, a valerem 0,26 euros, às 11h42, mas a atenuarem da desvalorização de mais de 50% já registada esta quinta-feira.

Depois da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter deliberado esta quinta-feira a suspensão da negociação das ações do Banco Espírito Santo (BES) na bolsa de Lisboa até às 10h, os ‘papéis’ do banco abriram a 0,225 euros às 10h14, mas minutos depois desceram até aos 0,17 cêntimos, um mínimo de sempre que traduzia uma desvalorização de mais de 50% face ao encerramento de quarta-feira (0,34 euros).

Às 11h42, as ações do BES lideravam as descidas de cotação e a lista das ações mais movimentadas, já que tinham mudado de mãos 42.526.816 títulos.

Em comunicado, o regulador do mercado explicou que a decisão foi tomada “de modo a permitir aos investidores a análise dos comunicados divulgados ao mercado sobre a sociedade emitente”.

O BES anunciou na quarta-feira à noite que registou um resultado líquido negativo de 3.577,3 milhões de euros entre janeiro e junho, um valor que compara com o prejuízo de 237,4 milhões de euros, apurado no primeiro semestre de 2013.

Depois de terem sido divulgados os resultados, o novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, anunciou que o banco vai avançar imediatamente com um aumento de capital.

Já o Banco de Portugal disse que factos recentemente descobertos no BES apontam para a “prática de atos de gestão gravemente prejudiciais” e admite consequências contraordenacionais e até criminais para a ex-equipa de gestão liderada por Ricardo Salgado.

O Banco de Portugal suspendeu “com efeitos imediatos” os administradores do BES responsáveis pela auditoria, compliance e gestão do risco devido aos “indícios da prática de atos prejudiciais aos interesses do BES”.