Cerca de 25 mil passageiros dos 42 mil com voo agendado para este sábado na TAP deverão embarcar ao longo do dia e os restantes deverão viajar no domingo, segundo o porta-voz da companhia aérea André Serpa Soares. O representante, que falava no aeroporto de Lisboa, disse que se confirma as expetativas avançadas na sexta-feira pela empresa, tendo sido cancelados 36 voos previstos para sábado, dia de greve de pilotos. Os voos restantes são assegurados com recurso às ligações da Portugália e ao fretamento de aviões de outras companhias aéreas. Cerca das 08:00 estavam sensivelmente 100 pessoas na fila do balcão de informação da TAP no aeroporto de lisboa, constatou a Lusa no local.

O cenário no aeroporto é bastante mais tranquilo do que uma greve de pilotos poderia fazer pensar, com poucos passageiros e a movimentação dos mesmos a ocorrer sem dificuldades. André Serpa Soares destacou que “A TAP está a realizar todos os vôos com partida prevista para a América do Sul e para África, o que quer dizer que alguns pilotos não fizeram greve e permitiram que estes passageiros pudessem viajar”. No total deverão ser cancelados 46 voos, “essencialmente para a Europa”, reconheceu o representante da TAP. No fim do dia será feito o balanço de voos e custos para a companhia, mas até lá as operações vão ser centradas em resolver os problemas dos passageiros que ainda aguardam forma de atingir os seus destinos.

 

Problema técnico leva TAP a cancelar um voo entre Caracas e Lisboa

Entretanto, um problema técnico impediu a TAP-Portugal de efetuar este sábado, em hora portuguesa, um voo entre Caracas e Lisboa, confirmou à Agência Lusa fonte da companhia aérea. O voo TP 146, que deveria ter partido, com 171 passageiros a bordo, pelas 18:35 horas locais de sexta-feira (00:05 horas de sábado em Lisboa), da Venezuela, com chegada prevista ao Aeroporto da Portela pelas 07:55 horas, foi cancelado devido a um problema técnico.

“O voo foi cancelado por um problema técnico. Fez-se tudo o que estava ao nosso alcance. Iniciámos o processo de realojamento dos passageiros, informando as agências que tinham o contacto dos clientes, e contactámos diretamente aqueles que tinham o conctato nas reservas”, disse. No entanto, segundo a fonte, houve alguns passageiros que tinham “reservas feitas fora da Venezuela, sem contacto (telefónico)”, com os quais só foi possível comunicar já no aeroporto.

Os passageiros, principalmente os que residiam em regiões do interior da Venezuela, foram encaminhados do Aeroporto Simón Bolívar de Maiquetía para um hotel em Caracas. “Os voos que tínhamos programados vão operar normalmente. O que tentámos fazer foi proteger logo os passageiros que estavam no aeroporto, ainda com hipóteses de ligação, reencaminhando-os para outras companhias aéreas”, disse.

A mesma fonte precisou ainda que a TAP teve em conta a situação de alguns passageiros que aceitaram iniciar viagem mais tarde. “Aceitaram atrasar (um ou dois dias) o seu período de férias e o regresso também foi ajustado. Não vão perder dias (de férias) por isso. Portanto, não obrigámos as pessoas a aceitarem um voo sem alternativa, tudo foi feito conversado com os agentes de viagens e os clientes”, frisou.