O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou este sábado que o conflito no Iraque não se irá resolver nas próximas semanas, um dia depois dos primeiros ataques norte-americanos para travar o avanço dos ‘jihadistas’ do Estado Islâmico no norte do país. “Não creio que possamos resolver este problema em poucas semanas”, disse Obama numa conferência de imprensa na Casa Branca, acrescentando que “vai levar tempo” e que os Estados Unidos tiveram de intervir porque o avanço dos combatentes do Estado Islâmico foi “mais rápido” do que os serviços de informações previam.

Entretanto, a França e o Reino Unido já anunciaram o apoio à intervenção dos Estados Unidos no Iraque. Segundo um comunicado, citado pela agência EFE, o presidente francês, François Hollande, disse este sábado ao presidente dos Estados Unidos que o país apoiará os esforços de Washington no Iraque “contra as ações ignóbeis do grupo terrorista do Estado Islâmico”.

Paris ainda não especificou que tipo de apoio está disposta a dar, mas o presidente francês disse a Obama que França já iniciou contactos com a União Europeia para “fornecer com urgência a assistência que a população do norte do Iraque necessita”. Hollande e Obama também falaram sobre as “opções abertas para ajudar a longo prazo o Iraque a alcançar a soberania no conjunto do seu território”, lê-se no comunicado enviado pelo Palácio do Eliseu

O Reino Unido já anunciou que vai lançar ajuda aos 40 mil yazidis vítimas de “tentativa de genocídio”, relata o Guardian, citando o secretário da Defesa britânico, Philip Hammond. Londres segue o exemplo de Washington, que lançou este sábado alimentos e água potável, e vai lançar “imediatamente” água e tendas, ao mesmo tempo que disse estar a fazer os esforços necessários para encontrar uma maneira de salvar os 40 mil yazidis deslocados e presos numa montanha.

Philip Hammond disse que a ajuda humanitária era só o início da operação, que se adivinha longa, mas recusa por enquanto uma intervenção militar. No final, apelou também a outros países para que enviem ajuda humanitária.