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As tensões geopolíticas em redor da Ucrânia poderão confirmar o registo de uma contração na economia alemã durante o segundo trimestre de 2014. Os números serão conhecidos na quinta-feira, 14 de agosto, mas os dados hoje revelados sobre o comportamento do índice ZEW, que avalia o sentimento económico de 350 economistas e analistas que antecipam o desempenho da Alemanha durante os seis meses seguintes, dão conta de uma perspetiva pessimista em relação ao futuro imediato da maior economia da zona euro.

Aquele indicador recuou para 8,6 em agosto, depois de se ter fixado em 27,1 no mês anterior, nível que o Wall Street Journal assinala ser o mais baixo desde dezembro de 2012. Economistas citados pela publicação norte-americana acreditam que a zona euro terá evoluído 0,1% de abril a junho e que a economia germânica terá sofrido uma contração de 0,1% na atividade.

“O índice ZEW é bom a prever momentos de viragem na trajetória da economia e o declínio ininterrupto verificado desde o final” de 2013 “assinalou bem a perda” de fulgor da Alemanha no segundo trimestre de 2014, afirmou Christian Schultz, economista-senior no Berenberg Bank. De acordo com o Financial Times, o think tank ZEW, que elabora o índice de sentimento económico, acredita que a crise na Ucrânia levou as empresas alemãs a fazerem cortes no investimento e que o crescimento na Alemanha deverá ser inferior às previsões iniciais. Nos primeiros três meses de 2014, o ritmo foi de 0,8%.

O jornal britânico aponta, também, os dados relativos ao comportamento do índice de preços no consumidor em Portugal, revelados nesta quinta-feira, como um sinal da fragilidade atual na zona euro. Pelo sexto mês consecutivo, o ritmo de evolução dos preços foi negativo em território português e as estatísticas indicam que, em julho passado, os preços caíram 0,87% e comparação com o mesmo mês de 2013.  Mesmo contabilizando apenas a inflação do mês de julho em comparação com o mês imediatamente anterior, continua a verificar-se uma queda pronunciada: 0,7%.

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