Um comboio humanitário russo a chega esta quarta-feira à fronteira com a Ucrânia, após o que ficará sob controlo da Cruz Vermelha Internacional.

A iniciativa foi recebida com desconfiança e ainda não venceu todas a resistências, nomeadamente das autoridades ucranianas e pela União Europeia, por estar a ser entendida como um esforço de Moscovo para reforçar as forças pró-russas, que mantêm há quatro meses um conflito separatista com Kiev, que segundo as Nações Unidas já fez mais de 1.300 mortos e mais de 4.000 feridos, tendo originado a fuga de 300 mil civis em direção à Rússia e outras regiões da Ucrânia.

Segundo o governo russo, o comboio é composto por 262 camiões que transportam, nomeadamente, 400 toneladas de cereais, 100 toneladas de açúcar, 62 toneladas de alimentos para bebés, 54 toneladas de medicamentos, 12.000 sacos-cama e 69 geradores elétricos de diferentes potências.

A iniciativa surge numa altura em que o exército ucraniano aperta o cerco aos bastiões rebeldes de Donetsk e Lugansk, no âmbito da operação militar que dura há quatro meses e já causou a morte a 568 militares da Ucrânia.

No passado sábado, o designado primeiro-ministro separatista, Alexandre Zakhartchenko, reconheceu que Donetsk estava “cercada” e à beira de uma “catástrofe humanitária”, afirmando estar disposto a declarar um cessar-fogo se o exército ucraniano parasse com a ofensiva militar.