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O pai da bebé de quatro meses que morreu no domingo à noite em Marvila, Lisboa, ficou preso preventivamente depois de ter sido ouvido esta segunda-feira na Polícia Judiciária. A mãe saiu das instalações da polícia depois de ter prestado declarações. O pai será presente a um juiz de instrução criminal, esta terça-feira de manhã, onde responderá a um primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.

A PJ “identificou e deteve um homem, de 30 anos de idade, indiciado pela prática de crimes de maus tratos que levaram à morte de uma criança”, pode ler-se no comunicado enviado às redações. “A vítima, de quatro meses e filha do suspeito, faleceu em consequência de queimaduras, exibindo ainda sinais de lesões traumáticas em diversas partes do corpo”. O homem está indiciado, pelo menos, do crime de homicídio negligente.

“Os elementos apurados levam a crer que os maus tratos viessem a ser infligidos de forma reiterada há já algum tempo”, pode ler-se ainda no comunicado da PJ. O outro filho do casal, de 18 meses, foi entregue a uma instituição.

Apesar dos sinais anteriores de maus tratos, a criança não estava sinalizada pela Comissão de Proteção de Menores. Em resposta à agência Lusa, o presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR) afirmou que “não corria processo relativo às crianças”.

A morte da bebé, noticiada pelo Correio da Manhã, deveu-se a queimaduras graves resultantes do contacto com água a ferver. A PSP foi alertada e deslocou-se ao local, no domingo à noite, assim como uma viatura de Emergência Médica do INEM, que, ao chegar, encontrou a criança já em paragem cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação, o óbito foi declarado no local.

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