Amy Winehouse vai permanecer, para a posteridade, no bairro onde viveu e morreu. Uma estátua em bronze da cantora de Back to Black vai ser erguida no famoso mercado de Camden, no norte de Londres. A homenagem vai ser revelada a 14 de setembro, no dia em que Winehouse completaria 31 anos — a estrela faleceu no final de julho de 2011, aos 27 anos, na própria casa.

O memorial, em tamanho real, foi desenhado por Scott Eaton e recebeu o contributo da mãe e do irmão de Amy, bem como de amigos chegados. A estátua vai representar o penteado distintivo da falecida estrela, entre outros detalhes, mas também prestar informações em favor de doações para a Fundação Amy Winehouse, que a família criou após a morte da artista com o objetivo de afastar jovens das drogas e do álcool.

A figura em bronze vai, então, ocupar o centro do Stables Market, a uma curta distância da última morada, em vida, da cantora de jazz e blues. Ao Guardian, Mitch Winehouse, o pai de Amy, disse que este era o local mais apropriado para o efeito. “Tive uma reunião com a Câmara de Camden e eles disseram-me que, normalmente, não aceitam estátuas até 20 anos após a morte de alguém, mas no caso de Amy abriram uma exceção”.

Para Mitch Winehouse é “uma grande honra” o facto de o mercado receber a estátua da pessoa que era (e é) “parte integrante de Camden”. Apesar disso, numa primeira abordagem pensou-se em colocar o memorial na casa de espetáculos Camden Roundhouse. Mas, em nome da acessibilidade, o mercado saiu vencedor. Na balança pesou também o facto de a nova localização trazer boas lembranças da cantora e, consequentemente, afastar os fãs da casa onde Amy faleceu, a qual ainda recebe fãs e suas distintas homenagens.

O pai da cantora descreveu a inauguração da estátua como um momento agridoce: “Claro que é uma faca de dois gumes, porque não se colocam estátuas de pessoas que ainda estão entre nós”.

Esta não é a primeira homenagem a Amy Winehouse, e dificilmente será a última, prestada por aquela zona londrina. No ano passado, um mês inteiro de eventos foi dedicado à cantora, além de uma exposição de 10 semanas, intitulada Amy Winehouse: Um retrato de família, que invadiu o Museu Judeu.