Os edifícios licenciados diminuíram 3,9% de abril a junho, face ao segundo trimestre de 2013 (menos 4% no primeiro trimestre de 2014), totalizando quatro mil edifícios, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos edifícios licenciados para construções novas, a diminuição foi de 9,2% (menos 3,8% no primeiro trimestre de 2014), enquanto no licenciamento para reabilitação se registou um acréscimo de 4,2% (menos 0,5% no primeiro trimestre de 2014).

Já os edifícios concluídos no segundo trimestre registaram uma diminuição de 35,4% (menos 35,3% no primeiro trimestre de 2014), totalizando 3,7 mil edifícios. Na conclusão de edifícios em construções novas observou-se uma diminuição de 39,8%, enquanto nas obras de reabilitação se registou um decréscimo de 24,7% (menos 7,1% no primeiro trimestre de 2014). Comparativamente com o trimestre anterior, o número de edifícios licenciados aumentou 0,1% (mais 1,1% no primeiro trimestre de 2014) e os edifícios concluídos diminuíram 11,5% (menos 15,8% no primeiro trimestre de 2014).

Segundo o INE, dos quatro mil edifícios licenciados em Portugal no segundo trimestre, 56,7% corresponderam a construções novas e destas 58,6% destinaram-se a habitação familiar. As regiões de Lisboa, Açores e Algarve apresentaram variações homólogas positivas nos edifícios licenciados, com Lisboa a apresentar uma forte variação positiva nos edifícios licenciados e nas obras de reabilitação. Já todas as restantes regiões apresentaram variações homólogas negativas nos edifícios licenciados, com a Madeira a apresentar a variação mais negativa.

No que diz respeito às obras licenciadas para construções novas em Portugal, registou-se uma diminuição de 9,2% face ao segundo trimestre de 2013, enquanto nas obras de reabilitação se verificou um aumento de 4,2%. Face ao trimestre anterior, o licenciamento para construções novas aumentou 2,1%, enquanto as obras de reabilitação diminuíram 5,6%.Relativamente ao segundo trimestre de 2013, os fogos licenciados em construções novas para habitação familiar recuaram 12,5%, uma melhoria de 1,7 pontos percentuais face à variação do trimestre anterior (menos 14,2%).

As regiões de Lisboa, Algarve e Centro apresentaram variações homólogas positivas de 12,3%, 9% e 2,2% respetivamente, mas as restantes regiões registaram variações homólogas negativas, com a região da Madeira a registar o maior decréscimo (menos 32,4%). No que respeita às obras concluídas de abril a junho, estima-se que tenham atingido 3,7 mil edifícios em Portugal, correspondendo maioritariamente a construções novas (65,9%), das quais 63% destinadas a habitação familiar. O número de edifícios concluídos diminuiu em todas as regiões, com especial destaque para a Madeira (menos 48,2%) e Lisboa (menos 41,4%).

Face ao segundo trimestre de 2013, as obras concluídas para construções novas diminuíram 39,8%, enquanto nas obras de reabilitação houve um decréscimo de 24,7%. Já em comparação com o trimestre anterior, as obras concluídas em construções novas decresceram 3% e as obras de reabilitação 24,7%. O INE dá conta de reduções em todas as regiões do país nas obras concluídas, tanto nas construções novas como nas obras de reabilitação.

De abril a junho, o número de fogos concluídos em construções novas para habitação familiar registou uma variação homóloga de menos 51,4%, 1,3 pontos percentuais abaixo da variação homóloga registada no trimestre anterior (menos 52,7%), com todas as regiões apresentaram variações negativas, com “especial destaque” para as regiões de Lisboa (menos 72,2%) e dos Açores (menos 71,0%).

Do total de edifícios concluídos no segundo trimestre, 72% localizavam-se nas regiões Norte e Centro, correspondendo-lhes cerca de 71% do total de fogos concluídos. Ao Norte correspondeu um peso de 37,8% dos edifícios e 44,8% dos fogos concluídos em todo o país, enquanto em Lisboa foram concluídos 7,7% do total de edifícios e 9,5% do total de fogos.