O líder do CDS e vice-primeiro, Paulo Portas, defende que a Europa deve rever o seu posicionamento face à crise na Ucrânia, de forma a preservar a estabilidade das relações com a Rússia. Na intervenção com que fechou a Escola de Quadros do CDS, Portas falou de uma “situação de instabilidade” junto às fronteiras europeias que já “lesou o crescimento económico da UE”. E sugeriu um “exercício de realismo” nesse plano.

“Para a União Europeia é importante ter uma relação estável e de segurança com a Rússia. Eu não confundo a Rússia com a União Soviética, até porque antes (da União Soviética) já lá estava e depois também”.

Para Portas, que foi ministro dos Negócios Estrageiros antes da crise política do verão de 2013, “este é um domínio que não é susceptível de populismo ou de utopia”.

As declarações de Paulo Portas são diversas das que o próprio primeiro-ministro tem usado sobre o conflito na Ucrânia. No dia 31 de agosto, depois de um conselho europeu que aprovou novas sanções contra o país liderado por Vladimir Putin, Passos Coelho disse aos jornalistas que a UE deve mostrar à Rússia uma posição firme: “Temos de mostrar à Rússia que a União Europeia não acredita em soluções militares, mas que também não assobia para o lado”.