País

2014 foi o ano com menos incêndios na última década

O relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que 2014 foi o ano em que se registou o menor número de incêndios da última década.

Em 2014 registaram-se 26 grandes incêndios.

NUNO ANDR

O relatório provisório de incêndios florestais indica que, entre 1 de janeiro e 15 de setembro de 2014, registaram-se 6.958 ocorrências de fogo, o menor número em 10 anos, depois de em 2007 se terem verificado 9.852 incêndios. Em comparação com o mesmo período de 2013, as ocorrências de fogo diminuíram este ano para mais de metade, adianta o relatório do ICNF, sublinhando que 2014 é o terceiro melhor ano desde 2004 em termos de área de área ardida, com 19.021 hectares de espaços florestais destruídos pelas chamas.

Segundo o mesmo documento, os únicos dois anos com menor área ardida do que 2014, durante a última década, são 2007 e 2008, com 18.755 e 12.659 hectares respetivamente. O relatório indica também que os incêndios florestais consumiram, entre 01 de janeiro e 15 de setembro, 19.021 hectares, cerca de sete vezes menos do que no mesmo período de 2013, quando ardeu 138.393 hectares. “Comparando os valores do ano de 2014 com o histórico dos últimos 10 anos, destaca-se que se registaram menos 61 por cento de ocorrências relativamente à média verificada no decénio 2004-2013 e que ardeu menos 81 por cento do que o valor médio de área ardida nesse período”, lê-se no documento.

O maior número de ocorrências de fogo foi registado no distrito do Porto (1.378), seguido dos de Lisboa (808) e Braga (576), sendo os incêndios maioritariamente fogachos, ou seja, ocorrências de pequena dimensão que não ultrapassam um hectare de área ardida. O relatório acrescenta que no distrito do Porto a percentagem de fogachos é de 94 por cento. Já os distritos com maior área ardida foram Guarda, Portalegre, Bragança, Porto e Coimbra, com 5.200, 2.487, 2.136, 1.371 e 1.159 hectares, respetivamente.

Da análise mensal dos incêndios, o ICNF sublinha que os valores até 15 de setembro do número de ocorrências e da área ardida foram, à exceção do mês de maio, “substancialmente inferiores às respetivas médias mensais dos últimos dez anos, com diferenças mais expressivas no meses de julho e agosto”. Segundo o relatório, agosto foi o mês com maior número de incêndios, com 1.924 fogos, seguido de julho, que registou 1.247. Também a maior área ardida registou-se em agosto (6.983 hectares) e em setembro (4.388).

De acordo com o ICNF, este ano registaram-se 26 grandes incêndios, que queimaram 10.983 hectares de espaços florestais, cerca de 58 por cento do total da área ardida. O maior incêndio verificou-se em Nisa, no distrito de Portalegre, a 25 de agosto, que consumiu uma área de espaços florestais de 2.268 hectares.

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