As fachadas do Novo Banco começam a mudar esta segunda-feira. A marca BES desaparece para dar lugar à nova identidade do banco, agora liderado por Eduardo Stock da Cunha. A mudança será progressiva, explica o banco em comunicado, e vai começar pela substituição das fachadas dos mais de 600 balcões que a instituição tem no país.

“Num cenário de alteração significativa do contexto foi necessário desenvolver uma nova marca, com novos valores e atributos, um novo posicionamento e uma nova identidade”, explica o banco.

A nova identidade vai estender-se a outros suportes de comunicação da marca, como rádio, imprensa, digital e nos balcões. Objetivo: mostrar que é um “banco dos dias de hoje, com motivação e competência para superar os desafios e trazer novos standards para a categoria”, explica o comunicado.

O novo logótipo mantém a cor verde, elemento base da identidade visual da marca, que “vive numa tensão positiva entre a solidez do lettering e a leveza do símbolo”. E é representado como uma potência matemática para traduzir o “elevado compromisso” da equipa em voltar a ocupar uma posição de liderança no mercado.

“O lettering é o chão, a força, o estabilizador e dele desprende-se o símbolo que é o compromisso com a elevação, a ambição e a agilidade. O símbolo parte da reinterpretação das asas da borboleta que simbolizou na primeira campanha transformação e capacidade de renovação”, explica o banco.

O Novo Banco tem cerca de seis mil colaboradores e de dois milhões de clientes. A mudança na identidade foi determinada pelo Banco de Portugal e pela Direção-geral da Concorrência da Comissão Europeia (DGCom) e vai chegar a todos os países onde a instituição está presente. A mudança em Espanha ocorre já a partir desta semana e até ao final de outubro, os balcões portugueses serão todos renovados.

“Numa alteração significativa de contexto, foi necessário desenvolver uma nova marca, com novos valores e atributos. Daí resulta uma nova identidade, com o desafio de se diferenciar no cenário competitivo da banca, ocupando um espaço legitimamente seu. Esta marca equilibra elementos de património (como a cor verde) e de novidade. Potencia a familiaridade e proximidade dos seus clientes, ao mesmo tempo que incorpora o compromisso de renovação e superação para voltar a ocupar a posição de liderança que o mercado sempre lhe reconheceu”, explicou o banco ao Observador.