O suspeito do homicídio de uma professora encontrada morta na praia da Aguda, Sintra, vai saber esta segunda-feira se o tribunal o condena numa pena de prisão, como pediu o Ministério Público, ou se aceita a sua declaração de inocência.

Delmira Claro, de 53 anos, foi encontrada sem vida na praia da Aguda, a 01 de abril de 2013, despida da cintura para baixo e sem documentos, sendo reconhecida dias depois pela filha no Instituto de Medicina Legal de Lisboa.

O suspeito do homicídio, residente no Cacém, foi detido a 18 de abril, pela Polícia Judiciária, na posse do carro da professora e de outros bens, como chaves e cartões bancários.

O Ministério Público pediu uma pena de prisão não inferior a 18 anos, por considerar provada a acusação de que o arguido se deslocou com a amiga na madrugada de 31 de março à praia da Aguda, agredindo-a para que lhe desse os cartões bancários e as senhas, antes de a matar por afogamento.

A professora, residente na Charneca da Caparica (Almada), sofreu ferimentos na cabeça, no tórax, nos braços e nas pernas, lesões que a defesa alegou resultarem de queda da arriba, mas sem a presença do arguido, que terá deixado a vítima sozinha na praia das Maçãs.

O suspeito justificou que a vítima lhe deu a viatura e que efetuou levantamentos nos dias seguintes com os cartões bancários, no total de 2.240 euros, como pagamento de verbas que antes tinha emprestado.

O arguido declarou-se sempre “inocente” dos crimes de homicídio, burla informática e utilização fraudulenta de cartões bancários, de que está acusado, e ouve hoje de manhã o acórdão no Tribunal de Lisboa Oeste, em Sintra.