PS

Ferro Rodrigues: ou se baixam impostos, ou se defende o Estado Social

677

O líder parlamentar do Partido Socialista afirmou que não pode avançar com compromissos eleitorais desbragados se ao mesmo tempo quiser comprometer-se com a defesa do Estado Social.

Ferro Rodrigues abre caminho a uma campanha eleitoral de contenção nas promessas

Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

Ferro Rodrigues, o recém-eleito líder parlamentar do Partido Socialista, deixa cair o pano sobre a campanha eleitoral que se aproxima em 2015. Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, afirmou que a defesa do Estado Social dificulta a baixa de impostos.

“Tudo isto deve ser feito numa base de custos-benefícios para a população em geral e para a igualdade de oportunidades e para a capacidade de os portugueses terem o Estado que querem”, explicou, num excerto da entrevista que será divulgada este domingo.

“Não se pode, evidentemente, ao mesmo tempo, defender o progresso do Serviço Nacional de Saúde, defender o progresso da escola pública, defender o progresso na capacidade da proteção social e depois ter promessas desbragadas em matéria de diminuição dos impostos”, defendeu.

Já numa outra entrevista, mas ao jornal Expresso, Ferro é claro sobre o voto do partido no Orçamento de 2015: “Não se esperando que faça uma rutura com a política económica e financeira que levou ao desastre do país, dificilmente não será um voto contra”. E é muito crítico do poder de Bruxelas face aos orçamentos nacionais: “Para uma reconciliação entre o eleitorado e os seus representantes é necessário devolver autonomia às instituições portuguesas”.

Na sexta-feira, o candidato do PS a primeiro-ministro António Costa não quis comprometer-se com um acordo sobre uma eventual reforma do IRS, afirmando que “antes de dar novos passos é necessário consolidar” os já dados, numa referência ao entendimento alcançado sobre a reforma do IRC, celebrado no ano passado.

Entretanto, a coligação acordou já em descer a sobretaxa do IRS e tenta agora acordar novos cortes na despesa. Reposição dos salários e pensões custa mil milhões, mais 2,5 para atingir a meta. O Conselho de Ministros reúne-se hoje de forma extraordinária para discutir o Orçamento do Estado para 2015, o quarto e último deste Governo de maioria PSD/CDS-PP.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Governo

As confusões do nepotismo na política /premium

Miguel Pinheiro
1.097

Pedro Nuno Santos escreveu que “ninguém deve ser prejudicado na sua vida profissional por causa do marido, da mulher, da mãe ou do pai”. Está quase tudo errado nestas 19 palavras.

Banca

Castiguem os responsáveis! /premium

Manuel Villaverde Cabral
229

A defesa tenaz de alguém como Tomás Correia faz-nos pensar que, se o PS fosse poder quando o BES faliu após toda a trafulhice, os seus líderes não se teriam atrevido a dizer não ao Sr. Ricardo Salgado

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)