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Vaticano

Privados vão poder alugar a Capela Sistina

O Papa Francisco permitiu pela primeira vez que a mítica capela fosse usada para um evento privado. Os lucros vão reverter para instituições de caridade que trabalham com os pobres.

O número de turistas por ano vai ser limitado por receio que a respiração e o suor provoquem danos aos frescos

Getty Images

No próximo sábado, cerca de 40 turistas vão assistir a um concerto rodeados pelos frescos de Miguel Ângelo na Capela Sistina. O evento faz parte de uma viagem a Itália altamente exclusiva organizada pela Porsche e será a primeira vez que privados poderão alugar a capela, escreve o Telegraph.   

Apesar de o Vaticano não divulgar quanto receberá pelo evento, o jornal britânico sabe que a visita de cinco dias organizada pelo Clube de Viagens da Porsche custa 5000 euros por pessoa, o que dá um total de 200 mil euros.

O grupo terá a oportunidade de assistir a um concerto da Accademia de Santa Cecilia em Roma, cuja origem remonta ao século XVI. Para além disso, poderão participar num jantar de gala nos corredores dos museus do Vaticano. “É um evento que acontece apenas uma vez na vida. Será o ponto alto da viagem”, disse um porta-voz do Clube de Viagens da Porsche ao Telegraph.

Como escreve o jornal britânico, Francisco parece estar disposto a colocar a herança cultural do Vaticano ao serviço dos mais necessitados, o que terá ficado subentendido no momento em que se tornou Papa e apelou a uma “igreja pobre para os pobres”.

O dinheiro obtido com estes eventos será doado a instituições católicas de caridade escolhidas pelo Papa, disse Paolo Nicolini, o diretor administrativo dos Museus do Vaticano.

Não é a primeira vez que a Capela Sistina acolhe concertos. Os papas João Paulo II e Bento XVI assistiram a eventos privados, destinados aos membros da Igreja. Assim, o concerto de sábado será o primeiro realizado para fins comerciais.

No mesmo momento em que o Vaticano abre as portas aos privados, começa a fechá-las ao público. Foi anunciado que o número de visitantes que podem entrar na Capela durante o ano será limitado a seis milhões. Isto porque se receia que a respiração e o suor de tantos turistas provoquem danos aos frescos. Segundo o Telegraph, estas restrições podem significar a introdução de um sistema de reservas limitado.

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