Os 5.741 acidentes envolvendo bicicletas provocaram 134 mortos e 284 feridos graves, entre 2010 e 2013, sendo a colisão com veículos motorizados o desastre mais frequente, indicou esta quarta-feira a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Segundo a ANSR, que apresentou uma campanha para prevenir os acidentes com ciclistas, os desastres com bicicletas representaram 4,5% do total de desastres registados nas estradas portuguesas.

Os dados da Segurança Rodoviária adiantam que a maioria dos mortos e dos feridos graves resulta de acidentes registados dentro das localidades, embora nos últimos três o número de vítimas mortais tenha diminuído seis por cento. Os distritos com maior número de mortos foram, entre 2010 e 2013, Aveiro, Faro e Lisboa, refere a ANSR, sublinhando que é entre as 18h e as 21h que se verifica o maior número de acidentes envolvendo ciclistas.

Para promover o convívio entre utilizadores de bicicletas e automobilistas e prevenir para comportamento de risco, a ANSR apresentou hoje a campanha “Segurança dos ciclistas, uma responsabilidade partilhada”, que vai passar nas televisões. “Com os novos direitos que foram consagrados no Código da Estrada, é tentar que o convívio entre ambos (ciclistas e automobilistas) e a partilha do espaço se faça o melhor possível e se consiga reduzir a sinistralidade decorrente dos problemas de convívio entre eles”, disse à agência Lusa o presidente da ANSR, Jorge Jacob.

A campanha incide na importância das bicicletas estarem iluminadas, uma vez que é ao fim do dia que a maioria dos acidentes acontece, e tentar que as distâncias, que os veículos têm que guardar das bicicletas, sejam cumpridas.

O presidente da ANSR adiantou que os utilizadores das bicicletas ainda não se aperceberam de todas as regras que entraram em vigor a 01 de janeiro com o novo Código da Estrada, sendo um dos problemas a falta de iluminação. “Há muitos ciclistas que ainda não têm as luzes adequadas e regulamentares. É um dos aspetos que tem que ser corrigido, daí a campanha”, disse.