Adrian e Gillian Bayford, residentes em Haverhill, no leste de Inglaterra, ganharam o maior prémio de sempre do Euromilhões: 190 milhões de euros, em agosto de 2012. Agora que a previsão de jackpot da próxima sexta-feira iguala o montante recebido pelos Bayfords, muitos portugueses estão a sonhar juntarem-se ao clube dos maiores vencedores de sempre. No entanto, a probabilidade de sair o primeiro prémio continua a mesma: 0,00000086% ou um em cerca de 116 milhões.

Os portugueses, todos juntos, teriam de fazer 17 vezes mais apostas do que fizeram para o sorteio da última terça-feira e todas com chaves diferentes para garantir que o primeiro prémio sairia em Portugal. É mais provável que o seu próximo voo de avião envolva algum tipo de acidente fatal (1 em 686 mil) ou que a próxima gravidez na sua família produza gémeos siameses (1 em 200 mil) do que sair-lhe o primeiro prémio com uma aposta.

Embora o jackpot seja o mais elevado de sempre, as probabilidades ainda jogam contra os apostadores: o valor esperado do prémio obtido com um investimento de dois euros é de 1,91 euros, ou seja, um prejuízo de 4,5%. Se o fisco não cobrasse a taxa de 20% de Imposto do Selo sobre os prémios superiores a cinco mil euros, o valor esperado do jogo deixaria de ser negativo. Subiria para 2,25 euros.

Se quiser aguentar até o valor esperado do prémio ser positivo, aguarde por um jackpot que ultrapasse 203 milhões de euros. Este número assume os valores médios atribuídos aos segundos até aos décimos terceiros prémios dos últimos 20 sorteios.

De qualquer maneira, algum cálculo combinatório mostra que a probabilidade de não lhe sair nada numa aposta é sempre de 92,2%.

Probabilidade do Euromilhões

A probabilidade de ganhar outro prémio do Euromilhões que não seja o 12.º ou o 13.º é praticamente nula. Ser morto por um tubarão é mais provável que ganhar o primeiro ou o segundo prémio. Imagem: Andreia Reisinho Costa.