Um homem de 59 anos não resistiu à bactéria Legionella e morreu este sábado no hospital de Vila Franca de Xira. Há, pelo menos, mais 70 infetados: 64 assistidos em Vila Franca de Xira, o concelho onde começou o surto, e 16 em vários hospitais de Lisboa, disse à Lusa uma fonte oficial da Administração Regional de Saúde de Lisboa. Os responsáveis de Saúde estão reunidos para analisar a situação.

“Os casos são todos oriundos de Vila Franca”, sublinhou esta fonte oficial, afastando assim a hipótese de contaminação múltipla em vários pontos da zona da Grande Lisboa. O diretor do hospital de Vila Franca de Xira já disse que todos os infetados vieram das freguesias da Póvoa de Santa iria, Vialonga e Forte da Casa.

O primeiro caso de morte confirmada por ‘Legionella’ no hospital de Vila Franca de Xira vitimou um homem já com problemas respiratórios. A infeção potenciou esse quadro clínico já de si negativo.

“O doente que faleceu já tinha morbilidades associadas, tinha doenças respiratórias, doença pulmonar obstrutiva crónica, era um fumador e já tinha uma pneumonia, ou seja, já tinha uma doença do foro pneumológico, o que faz com que o quadro clínico seja mais complicado”, disse à Lusa uma fonte oficial do hospital de Vila Franca de Xira.

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Cerca das 13h00 “havia 54 doentes diagnosticados em Vila Franca de Xira, 45 internados, um óbito e um ia ser transferido para o Centro Hospital de Lisboa Central”. Dez doentes tinham sido mandados para casa com medicação por não serem casos graves.

Tudo começou há menos de 24 horas

Na sexta-feira deram entrada no Hospital de Vila Franca de Xira 27 pessoas com queixas do foro respiratório, tendo mais tarde aquela unidade hospitalar confirmado tratar-se de infetados com a bactéria ‘Legionella’.

Em declarações à Lusa, o diretor-Geral de Saúde, Francisco George, disse que, “ao que tudo indica”, os casos de infeção por ‘Legionella’ circunscrevem-se ao concelho de Vila Franca de Xira. Das 27 pessoas internadas em Vila Franca de Xira, sete estavam nos Cuidados Intensivos e Intermédios, sendo que uma destas estava “ventilada”. “É o que está pior”, referiu fonte oficial do Hospital Reynaldo dos Santos.

“Os casos são todos oriundos de Vila Franca”, sublinhou esta fonte oficial, afastando assim a hipótese de contaminação múltipla em vários pontos da zona da Grande Lisboa.

Na sexta-feira, deram entrada no Hospital de Vila Franca de Xira 27 pessoas com queixas do foro respiratório, tendo, mais tarde, aquela unidade hospitalar, confirmado tratar-se de infetados com a bactéria ‘legionella’. Informação anterior indicava que sete da pessoa afetadas estão nos Cuidados Intensivos e Intermédios, sendo que uma destas está “ventilada”. “É o que está pior”, referiu fonte oficial do Hospital Reynaldo dos Santos.

Os internados têm entre os 30 e 80 anos e são oriundos de locais diferentes do concelho de Vila Franca de Xira. Até ao momento, ainda não foi estabelecido um elemento de ligação entre os infetados. Para já, segundo a mesma fonte hospitalar, há apenas a certeza de que as pessoas foram infetadas através do ar e não através da ingestão de água. A infeção por ‘legionella’ não é contagiosa.

A bactéria “legionella” é responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infeção se transmite por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.

Câmara já enviou nota a dizer que água tem qualidade

Câmara Municipal de Vila Franca de Xira garantiu este sábado que a água da rede pública daquele concelho “é de boa qualidade”, rejeitando qualquer relação com os casos de ‘Legionella’ detetados no concelho.

Inicialmente, os casos que dera entrada no hospital foram anunciados pela própria Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que, em comunicado, referia que as pessoas ter-se-iam dirigido às urgências “alegadamente por terem ingerido água”.

Num outro comunicado, divulgado posteriormente, a autarquia e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Vila Franca de Xira “tranquilizam toda a população”, ao “garantir que a água, como sempre tem sido, é de boa qualidade e pode continuar a ser bebida”.

“A Câmara Municipal e os SMAS, ao longo da tarde/noite, foram acompanhando toda a situação em parceria com as autoridades locais e centrais de Saúde e ainda em ligação com a EPAL e os seus próprios serviços laboratoriais, que estiveram a proceder a análises à água, não se verificando qualquer registo anómalo dos valores normais para o consumo humano”, refere a nota.