Rádio Observador

Legionela

45 novos casos num dia, são agora 278 os casos de Legionella

São já 278 os casos confirmados de infeção com Legionella, mais 45 do que ontem. Entretanto foram conhecidos novos casos fora do país - Angola e Perú - que estarão relacionados com este surto.

40 pessoas nos cuidados intensivos devido à infeção com Legionella

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Direção-Geral de Saúde (DGS) fez esta terça-feira uma nova atualização dos números relacionados com o surto de Legionella. Até ao momento há 278 casos confirmados, dos quais cinco faleceram. Segundo, a DGS, “com ligação ao surto de Vila Franca de Xira foram reportados 45 novos casos desde ontem [segunda-feira]”.

Horas antes a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já tinha divulgado um comunicado com um balanço da situação, em que apontavam para o mesmo número. Aos 264 casos na Região de Lisboa e Vale do Tejo – 48 doentes no Hospital de Vila Franca de Xira, 76 no Centro Hospitalar Lisboa Central, 73 no Centro Hospitalar Lisboa Norte e 67 distribuídos por diversos hospitais da região de Lisboa – acrescem um caso no Hospital de Vila Real e outro no Hospital da Figueira da Foz – ambos de alguma forma relacionados com o concelho de Vila Franca de Xira. Depois há ainda três pessoas internadas no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco (uma delas entretanto transferida para Lisboa). E duas no Porto.

Além destes casos, foram ainda esta terça-feira conhecidos mais dois casos, avançados pela Sic Notícias, – um em Luanda (Angola) e outro em Lima (Perú). As pessoas adoeceram já no seu país de origem, depois de terem estado na zona de Vila Franca de Xira. De acordo com o comunicado da DGS, “tudo indica que a existência de casos no estrangeiro (…) também esteja ligada a este surto”.

Dos 264 na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 40 estão a ser tratados em unidades de cuidados intensivos.

Ainda esta terça-feira, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, frisou que se estava a “verificar um desaceleramento” do número de casos.

Até ao momento há registo de cinco mortes: quatro no Hospital de Vila Franca de Xira e um no Centro Hospitalar Lisboa Norte. Mas a ARSLVT assegura que o plano de contingência hospitalar em curso “tem permitido uma resposta adequada e imediata a todos os casos que vão surgindo”. A infeção por legionella pode provocar uma pneumonia grave, especialmente em pessoas que já se encontrem fragilizadas – como idade avançada, problemas respiratórios, tabagismo e sistema imunitário comprometido.

“Procurou-se, com a resposta dada, permitir que todos os doentes tenham um nível de cuidados adequado à sua situação clínica, garantindo ainda que cada uma das Unidades Hospitalares mantém margem na sua capacidade de resposta, sem prejudicar o [seu] normal funcionamento”, lê-se no comunicado.

A bactéria Legionella foi detetada na sexta-feira no concelho de Vila Franca de Xira e todos os casos têm ligação epidemiológica com o surto deste concelho. No sábado, o Ministério da Saúde anunciou um plano de contingência para lidar com o surto e iniciou-se um inquérito epidemiológico.

A Doença do Legionário transmite-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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