Vistos Gold

Ex-diretor do SIS apanhado nas escutas e investigado em processo à parte

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Segundo o Correio da Manhã, o magistrado é alvo de um processo à parte. O Conselho Superior de Magistratura, contactado pelo Observador, desconhece qualquer processo contra o juiz.

Juiz terá contactado o presidente do IRN para vender um apartamento

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O juiz desembargador Antero Luís – que dirigiu o Serviço de Informações de Segurança e foi secretário-geral de Segurança Interna – terá sido apanhado nas escutas feitas no âmbito da investigação à atribuição de vistos de Gold. Antero Luís está a ser investigado num processo autónomo, segundo noticia o Correio da Manhã esta sexta-feira. Contactado pelo Observador, o Conselho Superior de Magistratura diz não ter sido informado de qualquer processo relativamente ao juiz desembargador.

De acordo com aquele jornal, a investigação teve que ser autonomizada por se tratar de um juiz desembargador. É que para poder emitir mandados de detenção ou mesmo conseguir autorização para fazer escutas telefónicas e obter mais provas, é necessária autorização do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, por estar em causa um juiz. As escutas a outros suspeitos foram autorizadas pelo juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre.

Antero Luís foi escutado num telefonema com António Figueiredo, o presidente do Instituto de Registo e Notariado que foi um dos 11 detidos na operação da Unidade nacional de Combate à Corrupção da PJ.

O juiz ter-lhe-á ligado a perguntar se encontraria compradores para um apartamento que um irmão dele detinha na zona de Leiria. O imóvel foi visitado pelos potenciais clientes, mas o negócio não foi fechado.

O preço pedido, mais de três milhões de euros, seria muito acima do valor de mercado. A PJ escutou tudo e fotografou a visita ao imóvel.

Contactado pelo Observador, o Conselho Superior de Magistratura diz que não foi informado e que esse é o procedimento normal em caso de investigação.

O Correio da Manhã refere ainda que o também detido diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos, recebia 10% de comissão do valor dos vistos atribuídos. E que os estrangeiros pagavam para ver os processos acelerados e prontos. O que pagavam a mais, serviria, alegadamente, como comissão paga a várias entidades.

(artigo atualizado com a resposta do Conselho Superior de Magistratura)

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