A economia portuguesa cresceu 0,2% no terceiro trimestre do ano, conseguindo assim o segundo trimestre consecutivo a crescer, depois de uma queda no início do ano, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na primeira estimativa para os números do terceiro trimestre do ano, o INE dá conta de mais um trimestre de crescimento, mas a ritmo inferior. Neste terceiro trimestre, face ao trimestre imediatamente anterior, a economia cresceu 0,2%. No segundo trimestre do ano a economia cresceu 0,3%.

Recorde-se que, em cadeia, a economia sofreu uma contração no início do ano de 0,4% do PIB.

A explicação, segundo o INE, para o crescimento no terceiro trimestre deve-se a um aumento do consumo por parte das famílias. Com isto, a procura interna aumentou e deu um contributo positivo para o PIB.

Por outro lado, pela negativa, a procura externa líquida dirigida à economia portuguesa contribuiu de forma negativa para o PIB. Isto porque as importações de bens aceleraram, mas as exportações continuaram com um crescimento próximo do que se verificou no trimestre anterior.

Em termos homólogos, a economia cresceu 1%, e tem vindo a crescer este ano, na mesma base de comparação, em níveis muito semelhantes (1% no primeiro trimestre e 0,9% no segundo trimestre). No entanto, o crescimento em termos homólogos nos primeiros três trimestres tinha sempre como contraponto um trimestre de contração em 2013. No último trimestre do ano passado, em termos homólogos a economia cresceu 1,6%, o que implica que para atingir o objetivo do Governo, a economia tem crescer de forma mais expressiva no último trimestre do ano. Para isso pode ajudar um novo aumento do consumo das famílias, que costuma ser expressivo na parte final do ano devido ao período festivo (natal e final de ano) e ao pagamento dos subsídios de férias e de natal.

O Governo espera que a economia portuguesa cresça 1% este ano. As organizações internacionais são mais pessimistas, ainda que não por muito: FMI e OCDE apontam para um crescimento de 0,8% em 2014, enquanto a Comissão Europeia espera um crescimento de 0,9%.

A segunda estimativa do PIB vai ser publicada no dia 28 de novembro.

(Artigo atualizado pela última vez às 10:08)