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Em Portugal há 1400 pessoas em situação de escravatura

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Em 167 países, Portugal está na posição 157. Em todo o mundo há 35,8 milhões de escravos modernos - pessoas em situação de trabalho forçado, casamento forçado ou exploração sexual por dinheiro.

A Índia é o país que regista o maior número de pessoas atualmente em situação de escravidão.

AFP/Getty Images

Autor
  • Catarina Marques Rodrigues

Em mais de 10 milhões de portugueses, há 1400 que se encontram atualmente numa situação de escravatura moderna. É esta a conclusão do Índice Global de Escravatura de 2014, apresentado pela Walk Free Foundation, que estimou o número de escravos em 167 países. Portugal está na posição 157. No total, há 35,8 milhões de escravos em todo o mundo, entre mulheres, homens e crianças. A “escravatura moderna” está no trabalho forçado, no tráfico de seres humanos, nos casamentos forçados e na exploração sexual por dinheiro.

A Mauritânia é o país que tem mais proporção de escravos em relação à população do país (4%), seguindo-se o Uzbequistão com 3,97%, o Haiti (2,3%), o Qatar (1,36%) e a Índia (1,14%). Mas se o foco estiver nos números absolutos, é a Índia que regista o maior número de pessoas em atual situação de escravidão: são 14,29 milhões de pessoas. Também por causa disso, o continente com menos escravatura é a Europa e o continente com maior índice de escravos é a Ásia.

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Os 15 países com maiores índices de escravatura. The Global Slavery Index.

No lado oposto do relatório que foi publicado pela primeira vez em 2013, destacam-se a Islândia, a Irlanda e o Luxemburgo nos melhores lugares. Portugal está em 157º lugar e tem 1400 pessoas em situação de escravatura, o que corresponde a 0,013% da sua população.

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Os 15 países com melhores índices. The Global Slavery Index.

Os investigadores criaram uma tabela para cada país com os resultados da análise de vários fatores. Quanto maiores são os valores de cada categoria, maior será o risco de os residentes daquele país de se encontrarem numa situação de escravatura moderna. No caso português, a eficácia da aplicação dos direitos humanos é o indicador melhor colocado (13%), seguido do nível de estabilidade do Estado e do conjunto de políticas nacionais que visem combater a escravatura moderna. A análise do nível de desenvolvimento social e económico está nos 28,2% e o indicador pior posicionado está relacionado com a discriminação.

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O resultado dos indicadores no caso português. The Global Slavery Index.

O fundador da Walk Free Foundation refere que o principal objetivo do relatório é “pressionar” os governos de todos os países para atenderem a estas questões. “Há a ideia de que a escravatura é um assunto do século passado. Ou que só existe em países que estão em guerra ou em situação de pobreza. Estas análises mostram que a escravatura moderna existe em todo o tipo de países”. Andrew Forrest acrescenta ainda que a erradicação de situações de escravidão ou de ameaça aos direitos humanos é “uma responsabilidade de todos”.

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