Os quatro deputados do PSD Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado vão ser alvo de um processo disciplinar. Guilherme Silva, Hugo Velosa, Francisco Gomes e Correia de Jesus votaram contra o documento por, justificam, ter havido “falhas de compromisso ao nível de secretários de Estado”.

O voto contra dos quatro deputados prendeu-se, de acordo com o deputado Guilherme Silva, com compromissos que teriam sido estabelecidos com o Governo e que não foram cumpridos nomeadamente no que diz respeito a verbas do fundo de coesão e também da gestão do dinheiro da Lei de Meios. Disse o deputado que queriam usar esse dinheiro, que foi acordado para fazer face à destruição do temporal da Madeira, em outras obras de requalificação e que não foi autorizado. “Houve compromissos que falharam nomeadamente de pessoas do Governo, ao nível dos secretários de Estado”. Sem no entanto explicar se foram vários os secretários de estado ou apenas um e qual.

Ora esta atitude dos quatro parlamentares não vai passar sem punição por parte do partido. Em declarações aos jornalistas, o líder parlamentar do PSD, disse que “sem dúvida que vai haver consequências” para os quatro deputados da Madeira por terem quebrado a disciplina de voto que obrigava todos os deputados eleitos pelo PSD a votar a favor do documento.

Montenegro diz que o processo vai ser gerido internamente até porque “há procedimentos internos” tais como processos disciplinares que podem terminar em expulsão. Tudo porque, acredita o líder parlamentar, “não há nenhuma explicação para o comportamento destes deputados”.

Além dos deputados do PSD, o deputado do CDS da região, Rui Barreto, absteve-se e vários deputados do PSD, como Pedro Roque e Isilda Aguincha, afetos aos Trabalhadores Sociais Democratas, apresentaram declaração de voto.