Havia apenas seis rinocerontes brancos do norte no mundo, agora há cinco, diz o Daily Mail. Angalifu morreu no Zoo Safari Park de San Diego aos 44 anos de idade, vivia ali desde agosto de 1990, e já estava a receber cuidados geriátricos há algum tempo. Angalifu morreu sem deixar descendência, embora tenham sido feitas várias tentativas. O comunicado foi feito através da página oficial do Zoo no Facebook.

“A morte de Angalifu é uma perda tremenda para todos nós. Não só porque ele era amado aqui mas também porque a sua morte torna esta espécie maravilhosa um passo mais perto da extinção”.

Este é o segundo animal desta espécie que morre este ano, as mortes dos seus antecessores podem estar ligadas ao facto de os chifres deste animal serem considerados valiosos por, alegadamente, terem propriedades afrodisíacas.

É no Quénia que vivem três animais da espécie – um macho e duas fêmeas – no santuário Old Peteja, foram para lá levados em 2009 da Checoslováquia com a esperança que o ambiente natural os fizesse reproduzir naturalmente. Responsáveis pela reserva informaram há duas semanas que tal não vai ser possível.

“Nós sempre soubemos, desde o início, que as chances de isto [reprodução natural] resultar eram reduzidas.”

O próximo passo para o santuário de rinocerontes brancos do norte é fazer todos os esforços para os manter vivos à medida que se tenta a fertilização in vitro. Uma das crias que pode resultar deste processo pode ser filha de Angalifu uma vez que o seu sémen e tecido testicular ficaram conservados.

A grande novidade é que graças à evolução do santuário queniano, pode ser uma barriga de aluguer a manter as crias durante a gestação, o que até aqui era impossível devido à idade avançada das fêmeas. Assim, esta solução torna-se mais viável, uma vez que se pode usar um rinoceronte fêmea branco do sul, espécie que ainda tem 20. 000 exemplares segundo dados do WWF.