No dia 14 de dezembro de 1972 a última missão tripulada à Lua – Apollo 17 – deixou o satélite. E há um registo de vídeo para o provar. Não só a câmara de filmar registou o momento da descolagem, como se inclinou para continuar a registar a subida da cápsula. Não foi magia, nem um extraterrestre, a câmara estava colocada no veículo lunar, deixado para trás, comandado pela equipa em Terra, como relembra a página Universe Today.

https://www.youtube.com/watch?v=g9Zys0Bs4UU&feature=youtu.be

Parece simples usar um controlo remoto, mas foram precisas três tentativas – missão 15, 16 e 17 -, mudanças de equipamentos e muitos cálculos matemáticos até se obter um resultado positivo, referiu o blogue Smithsonian National Air and Space Museum.

Nos anos 1960 ou 1970 as câmaras de filmar eram muito volumosas, logo pouco práticas para levar para o espaço onde cada quilograma em viagem tem custos, literalmente, astronómicos. As últimas três missões já tiveram direito a câmaras a cores bem mais leves. Um dos problemas estava resolvido.

Mas a distância de 240 mil quilómetros implicava outro problema, um atraso de alguns segundos na receção do sinal. Os cálculos dos engenheiros e muita perícia dos controladores em Terra permitiram que, mesmo sem ver o que estavam a fazer, conseguissem enviar os comandos com três segundos de antecedência e obter o resultado pretendido.

Na missão Apollo 15 o mecanismo de inclinação avariou e a câmara não se moveu para cima – a cápsula escapou ao alcance da câmara. Melhor visão da descolagem teve a missão Apollo 16, mas como os astronautas tinham estacionado o veículo lunar muito perto da cápsula, foi uma visão de curta duração. Finalmente na missão Apollo 17 tudo correu conforme planeado.

Texto corrigido às 13:30