Polícias franceses balearam mortalmente um possível radical islâmico que os atacou com uma faca, gritando “Allahu Akbar”, numa esquadra em Joue-les-Tours, no centro oeste do país este sábado, tendo já sido aberto um inquérito.

Segundo fonte próxima da investigação, a agressão faz lembrar o modo de agir defendido pelo Estado Islâmico, ativo na Síria e no Iraque, para atacar forças da ordem.

Cerca das 14h00 (13h00, em Lisboa) um homem armado com uma faca entrou na esquadra e feriu na cara um polícia que estava na receção, assim como outros dois agentes, antes de ser abatido pelos “polícias presentes, que fizeram uso das suas armas de serviço”, precisou o Ministério do Interior de França, em comunicado.

O agressor, um francês nascido no Burundi em 1994, conhecido da polícia por delitos de direito comum, gritou “Deus é Grande” em árabe (“Allahu Akbar”), desde que entrou na esquadra até que foi morto, disse uma testemunha ligada à investigação, citada pela AFP, agência francesa de notícias.

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A fonte disse que o homem não estava na lista da direção-geral de segurança interna, embora o seu irmão fosse conhecido dos serviços, por posições radicais.

“A investigação pende para um atentado contra as forças da ordem motivado pelo islamismo radical”, disse a fonte. A secção antiterrorista da Procuradoria de Paris encarregou-se da investigação, disse fonte judiciária. Em causa pode estar uma tentativa de homicídio e formação de quadrilha, tudo ligado ao terrorismo.

O EI encoraja os candidatos à ‘jihad’ (guerra santa) a atacarem “infiéis”, militares, polícias e mesmo civis. A França é um dos alvos do EI pela participação nos ataques ao grupo, no Iraque.