Rádio Observador

Caso José Sócrates

Sócrates não sabe quanto recebeu de Santos Silva

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José Sócrates admitiu ter recebido dinheiro do empresário nos últimos anos, mas não soube quantificar, diz o Expresso. Juiz recusou à defesa dar acesso a todo o processo.

Carlos Alexandre não deixou advogado de Sócrates consultar o processo

AFP/Getty Images

O ex-primeiro-ministro José Sócrates admitiu no interrogatório feito pelo Ministério Público ter recebido dinheiro do empresário Carlos Santos Silva nos últimos anos, embora justificando-os como sendo a título de empréstimo e recusando que se tenha tratado de dinheiro seu, como suspeitam os investigadores. Sócrates, porém, não soube quantificar quanto recebeu, nem disse se devolveu alguma parte desse dito empréstimo, conta este sábado o jornal Expresso.

Também Santos Silva, o empresário da Covilhã amigo de Sócrates, que também está detido preventivamente, confirmou essas entregas – que vários jornais têm dito estarem documentadas no processo. E justificou-as com uma ajuda a um amigo que estava numa “fase de transição” – muito embora Sócrates já estivesse há um ano a trabalhar para uma farmacêutica brasileira. O Ministério Público acabou por não se convencer com os argumentos. Nas escutas – garante o Expresso – não constarão referências dos dois a empréstimos ou a pagamento dos mesmos, apenas pedidos de Sócrates a Santos Silva de entrega de dinheiro.

Os elementos que constam do processo incluem todos os movimentos bancários de Carlos Santos Silva, com centenas de milhares de euros levantados em dinheiro desde 2011 – que o próprio justificou como sendo prática habitual para viagens de negócios a países menos desenvolvidos.

Processo sem acesso à defesa

Esta semana, acrescenta o Público, o juiz Carlos Alexandre recusou à defesa de Sócrates o pedido de acesso a todos os documentos e dados do processo em que este é suspeito. Citando  uma fonte da defesa, o jornal diz que João Araújo queria acesso a essa informação para solidificar a defesa do arguido, tendo em conta que até aqui apenas lhe tinha sido facultado o despacho de apresentação”, factos e “enquadramento jurídico-criminal imputado”.

O juiz, porém, discordou, decidindo que o segredo de justiça se devia manter mesmo para os arguidos do processo, de modo a preservar a investigação.

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