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O défice orçamental atingiu os 4,9% do PIB nos primeiros nove meses do ano, informou hoje o INE, em linha com o esperado com o Governo para a totalidade do ano, o que é acima dos 4% acordados com a troika. Segundo as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional dadas a conhecer esta terça-feira pelo INE, o défice terá atingido os 6.344 milhões de euros até ao terceiro trimestre, menos 0,8 pontos percentuais que o verificado em igual período de 2013.

A melhoria no défice deve-se, segundo o INE, a um aumento da receita total, que cresceu mais do dobro da despesa. O destaque vai naturalmente para o aumento das receitas com impostos. O Estado arrecadou mais 7,4% com impostos sobre a produção e importação (caso do IVA, por exemplo) e 5,8% com os impostos sobre o rendimento (como o IRS).

Só no terceiro trimestre, de forma isolada, o défice agravou-se em 772,8 milhões de euros, cerca de -1,7% do PIB desse trimestre.

Despesa continua a aumentar

Para este agravamento do défice, explica o INE, contribui o aumento da despesa corrente em todos os seus mais importantes agregados. Se as despesas com pessoal aumentaram fruto do aumento dos salários no Estado após o chumbo do Tribunal Constitucional a diversas medidas que cortavam os salários os funcionários públicos, a verdade é que não foram só estas despesas que aumentaram: as despesas com prestações sociais, juros e até consumo intermédio voltaram a aumentar.

A única fatia de despesa que continua a descer é a do investimento e das despesas com capital.

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