António Costa

Costa quer “aumento significativo” do salário mínimo

1.121

António Costa não arrisca dizer de quanto deve ser o aumento, já que essa decisão tem de passar pela concertação social, mas lembra que a meta está atrasada e põe a baliza nos 522 euros.

António Costa

Autores
  • Fábio Monteiro

Não especifica o valor, mas António Costa diz que quer um “aumento significativo” do salário mínimo nacional. Numa entrevista ao Correio da Manhã, o líder do PS defende que o país precisa de um “choque de rendimento” e, consequentemente, de um aumento do salário mínimo. Só assim, diz, se conseguirá estabilizar a economia e caminhar para o crescimento.

“O aumento do salário mínimo nacional é absolutamente essencial para devolver confiança às pessoas”, afirma Costa, para quem o atual Governo “andou até à última hora a procurar impedir” a atualização do salário mínimo para chegar a um aumento de 20 euros (de 485 para 505 euros), num acordo que entrou em vigor em outubro passado.

Não arrisca dizer de quanto deve ser o aumento, já que essa decisão tem de passar pela concertação social, mas lembra que a meta está atrasada e põe a baliza nos 522 euros. Costa lembra que o governo anterior já tinha planeado aumentar para 500 euros em 2011, medida que foi interrompida devido à crise, “pelo que este ano já devíamos ter chegado aos 522”, diz.

Mas o aumento do salário mínimo nacional não é a única prioridade para colocar a economia nacional a crescer, de acordo com a opinião de António Costa. “O relançamento da construção é absolutamente capital para o futuro do país”, afirmou.

Questionado se quando estiver no Governo irá aumentar os impostos, António Costa afirmou que só vai assumir “compromissos de matéria fiscal depois de estar concluído o estudo sobre o cenário macroeconómico” e depois de ter uma estratégia orçamental, algo que vem repetindo desde que foi eleito candidato a primeiro-ministro. “Neste momento, em que estamos muito longe das eleições legislativas, não vou prometer o que depois possa não cumprir”, explicou. No seguimento do mesmo tema, classificou a sobretaxa do IRS como “fortemente regressiva”, mas deixou o compromisso desta vir a ser eliminada para mais tarde.

Já sobre a privatização da TAP anunciada pelo Governo, o candidato a primeiro-ministro do PS não esteve com rodeios e classificou-a como um “erro”. “Se há necessidade de capitalização da TAP, há formas de o fazer sem passar pela privatização”, afirmou. E a venda da PT? “É um bom exemplo do desastre quando o Estado decide abdicar de manter instrumentos fundamentais de intervenção em setores estratégicos da economia”, reiterou.

Ainda na mesma entrevista, António Costa critica o papel do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, devido a ter alimentado “a ilusão do Governo de que isto era uma solução sem riscos para os contribuintes”, relativamente à estratégia de recapitalização do Banco Espírito Santo. “Acho que o governador não esteve à altura e isenção e independência que se exige”, disse.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt
Sindicatos

Vivam as greves livres

Nuno Cerejeira Namora

Estes movimentos têm de ser encarados como o sintoma de um mal maior: a falência do sindicalismo tradicional e a sua incapacidade de dar resposta às legítimas aspirações dos seus filiados.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)