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Morreu coronel Morais da Silva, ex-chefe do Estado-Maior da Força Aérea

José Morais da Silva, ex-chefe do Estado-Maior da Força Aérea, morreu na segunda-feira aos 73 anos. Ligado ao "grupo dos nove", teve um papel importante no pós-25 de Abril.

José Morais da Silva foi um apoiante da ala mais moderada dos militares no pós-25 de Abril e ajudou a travar o golpe militar de 25 de novembro protagonizado por forças conotadas à extrema-esquerda

FAP

Autores
  • Agência Lusa
  • Miguel Santos Carrapatoso

O coronel piloto-aviador José Morais da Silva, ex-chefe do Estado-Maior da Força Aérea, morreu esta segunda-feira aos 73 anos.

José Alberto Morais da Silva assumiu a 12 de março de 1975 a chefia do Estado-Maior da Força Aérea, um dia depois da tentativa falhada de golpe de forças militares conotadas com a direita contra as instalações do Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS).

Ligado ao “grupo dos nove”, Morais da Silva exerceu o cargo até 9 de janeiro de 1977, tendo, durante o seu mandato, enfrentado o golpe militar do 25 de novembro de 1975, quando um dispositivo militar, com base no Regimento de Comandos, se opôs a uma tentativa de sublevação de unidades militares conotadas com forças de esquerda, tendo sido decretado o estado de sítio em Lisboa.

O antigo CEMFA nasceu em Lisboa, a 21 de setembro de 1941. Tirou o curso de pilotagem aeronáutica da Academia Militar em 1960 e esteve colocado, entre 1963 e 1969, na base aérea n.º 1 (Sintra) e na já extinta base aérea n.º 2 (Ota).

Entre 1970 e 1975 esteve colocado na também já extinta base aérea n.º 12 (Bissau, Guiné-Bissau), onde foi comandante da Esquadra 121, indicam os dados biográficos fornecidos à Lusa pela Força Aérea.

Já no ano de 1974, frequentou o “Curso Geral de Guerra Aérea”, na extinta Escola Superior da Força Aérea.

Em 2012, o ex-CEMFA escreveu ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a insurgir-se contra a homenagem que aquele fez a uma parte dos militares portugueses mortos em Moçambique.

«Por certo que sabia ou se não sabia, alguém do luzidio séquito que o acompanhou na visita deveria ter-lhe dito, que havia um cemitério no Maputo onde estão os restos mortais de vários militares portugueses que perderam a vida nos combates em Moçambique durante a guerra do Ultramar. Era sua obrigação, como primeiro-ministro de Portugal ter ido prestar homenagem aos nossos mortos em combate”, escreveu. “Mas V. Excelência, do alto dos seus altos conhecimentos da arte de ser político ou por não ter cumprido serviço militar e, portanto, não saber bem o que significa a palavra patriotismo, decidiu prestar homenagem aos mortos do nosso adversário nessa guerra, deixando no esquecimento aqueles que perderam a vida numa guerra que justa ou injusta, foi uma guerra em que perderam a vida alguns milhares de militares portugueses”, acrescentou.

 

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