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Estado Islâmico

Jihadistas britânicos escondidos em Sintra

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Pelo menos dez jihadistas britânicos estiveram semanas escondidos em casas na zona de Sintra antes de partirem para a Síria, avança o Expresso. Cinco portugueses agilizavam a rota dos jihadistas.

Jihadistas tratavam do recrutamento

AFP/Getty Images

Pelo menos dez jovens britânicos estiveram escondidos vários dias, entre 2012 e 2013, em apartamentos na zona da Grande Lisboa, que funcionavam como a primeira paragem da sua viagem rumo às fileiras do Estado Islâmico na Síria. Segundo noticia este sábado o semanário Expresso, era um grupo de cinco portugueses emigrados no Reino Unido que estava ao comando das operações, garantindo a estadia dos jihadistas em Lisboa.

O esquema era simples: embarcavam em Londres, num qualquer aeroporto comercial, e chegados a Lisboa eram conduzidos para apartamentos na zona de Sintra, entre Monte Abraão, Massamá e Mem-Martins, onde permaneciam escondidos vários dias, até semanas, até chegar a altura da partida. Nesse dia, iam para o aeroporto da Portela onde embarcavam para Istambul, Turquia, onde eram depois recebidos, na fronteira, por membros do Exército jihadista.

O objetivo era precisamente fazerem-se passar pelas dezenas de jovens britânicos que todos os dias embarcam em voos comerciais rumo a Lisboa, fugindo assim à vigilância dos serviços de segurança do Reino Unido, o que lhes permitia alistarem-se nas fileiras do Estado Islâmico sem serem referenciados.

Ao comando da célula, segundo o Expresso, estava um grupo de cinco portugueses, emigrados em Londres. Celso e Edgar Costa, Fábio Poças, Nero Saraiva e Sandro Monteiro tratavam de garantir a segurança, transporte e a alimentação dos colegas nos apartamentos de Sintra, evitando que saíssem de casa e fossem avistados na rua. Eram eles que tratavam de todo processo da rota dos jihadistas, desde o recrutamento em Londres, passando pela paragem em Lisboa e terminando com a viagem para a Turquia.

O esquema funcionou durante vários meses, entre o fim de 2012 e meados de 2013, antes de eles próprios irem também para a Síria combater ao lado das fações pró-Al-Qaeda e do Estado Islâmico.

Segundo o Expresso, os cinco portugueses que fazem parte do leque de 15 a 20 lusodescendentes que se alistaram na Jihad, no entanto, não se enquadram no perfil daquele que regressam à Europa com o objetivo de desencadear ataques. Isto porque já terão subido na hierarquia e fazem parte das equipas de recrutamento e propaganda da máquina jihadista.

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