China

Costa vê Portugal a vencer a crise: “A situação de hoje é bastante diferente da de 2011”

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Parecem palavras do Governo mas foram mesmo do líder da oposição. O pretexto foi um agradecimento à comunidade chinesa que investiu em Portugal e que acreditou que o país sairia da crise.

Socialista falava num encontro com a comunidade chinesa em Portugal

LUSA

A propósito das comemorações do ano novo chinês, que António Costa celebrou junto da comunidade chinesa no Casino da Póvoa de Varzim, o secretário-geral do PS admitiu que Portugal está hoje melhor do que estava há quatro anos. A declaração foi feita no contexto de elogio aos investidores chineses que nunca deixaram de acreditar “que o país tinha condições para vencer a crise”.

“Em Portugal, os amigos são para as ocasiões, e numa ocasião difícil em que muitos não acreditaram que o país tinha condições para enfrentar e vencer a crise, a verdade é que os investidores chineses disseram ‘presente’, vieram, e deram um grande contributo para que Portugal pudesse estar na situação em que está hoje, bastante diferente daquela em que estava há quatro anos”, disse António Costa no passado dia 19 de fevereiro, durante a cerimónia comemorativa da entrada no ano da Cabra que se realizou no casino da Póvoa, e que Observador ouviu através de um vídeo colocado na página de Facebook do eurodeputado Nuno Melo.

As declarações foram em jeito de agradecimento à comunidade chinesa que tem investido no país nos últimos anos, e a quem Costa quis “agradecer” por “todo o apoio”, que, disse, “é um sinal do muito que ainda temos para desenvolver nas relações entre todos nós”. Mas não passaram indiferentes aos mais críticos do líder socialista. O dirigente centrista e eurodeputado Nuno Melo foi um dos primeiros a tirar nota das palavras de Costa, colocando na sua página oficial de Facebook um excerto do vídeo do discurso do socialista.

“[António Costa] reconhece que Portugal está muito melhor em 2015, do que estava em 2011, depois de meses passados a criticar uma estratégia do governo que só provocava ‘desemprego, paralisação da economia e emigração em massa’. Mais vale tarde do que nunca”, escreveu o dirigente do CDS.

O eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, também já comentou as declarações do secretário-geral do PS. “Elas falam por si. E mostram que o líder socialista tem um discurso para dentro do país e outro para fora. Esclarecedoras”.

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