Os EUA nomearam um representante para a Somália, pela primeira vez desde há um quarto de século, país que procura recuperar ao fim de décadas de conflito, anunciou na noite de terça-feira a diplomacia norte-americana.

O Presidente Barack Obama designou “Katherine S. Dhanani para servir como primeira embaixadora dos EUA na Somália desde 1991”, uma “nomeação histórica” que ainda tem de ser confirmada pelo Senador, anunciou o Departamento de Estado, em comunicado.

Porém, os EUA não vão abrir de imediato uma embaixada em Mogadíscio e Dhanani vai assegurar a representação diplomática dos EUA na Somália a partir da embaixada norte-americana em Nairobi, no Quénia, precisou o Departamento.

A Somália está sem uma real autoridade central desde o fim do regime autoritário do presidente Siad Barre em 1991. Desde então, tem vivido em estado de guerra civil permanente, dominado por milícias de chefes de guerra, gangues de criminosos e grupos alegadamente de inspiração religiosa.

Os ‘shebab’, associados à Al-Qaida, permanecem a principal ameaça à paz no país, onde se prevê para 2016 a realização das primeiras eleições multipartidárias, com sufrágio universal, em 40 anos.

A comunidade internacional, com os EUA à cabeça, tem sido o principal sustentáculo do regime do presidente Hassan Cheikh Mohamoud.

Os EUA estão traumatizados pelo fracasso da sua intervenção militar e humanitária no país, sob bandeira da ONU, no início dos anos 1990, designadamente pelos eventos da madrugada de 03 de outubro de 1993, quando foram abatidos vários helicópteros norte-americanos e mortos 18 soldados, durante uma batalha em Mogadíscio.