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Numa avaliação globalmente positiva aos resultados das medidas levadas a cabo no setor da saúde, a Comissão Europeia não deixa de assinalar alguns problemas e deixa um conselho: é preciso aumentar os esforços para garantir a manutenção dos atuais níveis de acesso aos cuidados de saúde.

Começando por recordar que Portugal foi o país da União Europeia onde a percentagem de despesa privada com saúde mais cresceu entre 2007 e 2012, a Comissão refere logo de seguida que “0 fato de cerca de 14% da população não ter médico de família continua a colocar problemas”. Além disso, sublinha, o ligeiro aumento dos tempos de espera para cirurgia “inverte a tendência anterior e confirma o recente aumento das necessidades médicas”.

Em resumo, “isto indica que há uma necessidade de intensificar os esforços para manter os níveis existentes de acesso aos cuidados de saúde”, lê-se no relatório divulgado esta quinta-feira pela Comissão Europeia.

A Comissão destaca os resultados positivos das reformas levadas a cabo nos últimos anos nos hospitais, que têm permitido poupanças no setor da saúde, e um equilíbrio nas contas das unidades de saúde, mas chama a atenção para o desafio que as dívidas continuarão a apresentar no futuro, embora o bolo tenha reduzido nos últimos anos, por via das injeções de dinheiro por parte do Governo nos cofres dos hospitais.

Bruxelas aplaude ainda o processo em curso de reclassificação dos hospitais, que tanta polémica gerou quando, no ano passado, saiu o diploma que serviria de base a essa reclassificação. A Comissão considera-a uma “tarefa importante”.

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