As autoridades do Kuwait submeteram sob estreita vigilância os familiares de Mohammed Emwazi, o britânico já conhecido como “jihadista John”, que surge em vários vídeos do Estado Islâmico (EI) de decapitações de reféns ocidentais.

A notícia foi avançada hoje pelo jornal Al-Qabas, referindo que os familiares de Mohammed Emwazi vivem e trabalham no Kuwait e são são titulares, como ele, de nacionalidade britânica.

“Os serviços de segurança tomaram as medidas necessárias para os monitorizar todo o dia”, escreveu o jornal Al-Qabas, citando “fontes bem informadas”.

O jornal não especificou o número de parentes de Mohammed Emwazi que vivem no Kuwait e as autoridades estão em silêncio sobre esta questão.

Outro jornal, o Al-Rai, avança, por sua vez, e com base em fontes dos serviços de segurança, que o pai do presumível jihadista, Jassem Abdelkarim, também de nacionalidade britânica, está atualmente no Kuwait e será convocado em breve pelas autoridades.

De acordo com a comunicação social local, Mohammed Emwazi, é de origem iraquiana e nasceu no Kuwait. A sua família é apátrida e terá pedido a nacionalidade do Kuwait.

Desde que deixou a Grã-Bretanha, o chamado “jihadista John” visitou o Kuwait várias vezes, a última vez em 2010.

Chegou 18 de janeiro de 2010, via Emirados Árabes, tendo pedido para o efeito um visto usando o seu passaporte britânico, e permaneceu no país até 26 de abril, adianta o jornal Al-Qabas.

Mas em 2014, foi proibido de entrar no Kuwait, depois do seu nome ter sido ligado a um ataque terrorista na Grã-Bretanha, segundo o mesmo diário.