A Grécia deverá receber entre 30 e 50 mil milhões de euros no terceiro pacote de assistência externa no espaço de cinco anos. A informação é avançada pelo ministro que representa Espanha no Eurogrupo, Luis de Guindos, que confirma, assim, que estas negociações já arrancaram.

Luis de Guindos não alinha em eufemismos. Diz que “o terceiro resgate grego” irá custar entre 30 e 50 mil milhões de euros e adianta que Espanha irá garantir entre 13 e 14% desse montante. Os comentários, citados pela agência Bloomberg, foram proferidos pelo responsável na cidade espanhola de Pamplona.

O ministro espanhol garantiu, também, que “a Grécia não irá abandonar a zona euro”, algo que continua a preocupar alguns analistas. O Berenberg Bank, por exemplo, atribui uma probabilidade de 25% a que isso venha a acontecer, apesar do acordo obtido com o Eurogrupo na semana passada, para estender em quatro meses o acordo de financiamento.

De Guindos, que foi este fim de semana acusado por Alexis Tsipras, de a par de Maria Luís Albuquerque ter tornado difíceis as negociações com o Eurogrupo, recusa a ideia de que a zona euro esteja a ser pouco solidária com Atenas. Na realidade, Luis de Guindos garante que não resta alternativa à Grécia que não a “solidariedade europeia”.

O Eurogrupo concluiu na semana passada um acordo com vista à extensão em quatro meses do acordo de financiamento à Grécia, admitindo que até final de junho sejam, também, discutidos os contornos de um “eventual acordo subsequente”, nas palavras de Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo.

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