A Associação Nacional de Guardas (ANAG) da GNR obteve a garantia do Novo Banco que o dinheiro investido por 2.500 militares na ex-Espírito Santo Fundo de Pensões está a salvo e pode ser transferido para outro banco.

A ANAG/GNR refere que esteve reunida com a direção de Gestão de Ativos do Grupo Novo Banco, tendo-lhe sido comunicado que o dinheiro aplicado na ex-Espírito Santo Fundo de Pensões (ESAF), através do protocolo com os Serviços Sociais da GNR, estão “seguros e garantidos” no Novo Banco, tendo, inclusivamente, uma gestão autónoma à entidade bancária.

Durante a reunião, os gestores do Novo Banco garantiram também a “total estabilidade” daquele Fundo de Pensões caso o Novo Banco seja vendido, uma vez que está estabelecido no processo que o comprador está obrigado a assumir integralmente estas aplicações financeiras, no valor global de 132 milhões de euros.

Não foi contudo prestada informação sobre o montante que representa o investimento feito pelos cerca de 2.500 militares da GNR ao abrigo do protocolo.

Durante a reunião – adianta a ANAG/GNR – ficou esclarecido e confirmado que o dinheiro dos titulares do Fundo de Pensões pode ser transferido para outra entidade bancária, a qualquer momento, com uma penalização de 1,5 por cento e não de 2,5%, como tinha sido veiculado.

De acordo com os regulamentos estabelecidos, este Fundo de Pensão não pode ser resgatado.

Colocada pela ANAG/GNR a hipótese de falência do Novo Banco, os gestores asseguraram que o Fundo de Pensões está salvaguardado pela respetiva lei geral.

A ANAG declara-se satisfeita com as garantias dadas na reunião com os administradores do Novo Banco, tendo solicitado que as mesmas garantias sejam assumidas por “escrito e com informação detalhada”, havendo o compromisso de ser enviado à ANAG toda a documentação solicitada, “o mais breve possível”.