Os partidos da oposição não vão, para já, pedir quaisquer esclarecimentos sobre os processos de execução fiscal já encerrados de Passos Coelho, à semelhança do que fez com o caso da dívida à Segurança Social.

O PCP vai ficar à espera das respostas às nove questões que enviou ao primeiro-ministro sobre aquelas dívidas. “Para já”, não vai perguntar nada sobre os cinco processos de execução fiscal de que Passos Coelho terá sido alvo, entre 2003 e 2007. Os processos já foram encerrados, o que significa que as dívidas que lhes deram origem estão pagas.

O Bloco de Esquerda tem uma posição idêntica. “Sabe-se muito pouco e sem detalhe. Não temos, por enquanto, nada decidido sobre essa matéria”, afirmou ao Observador fonte de grupo parlamentar, questionada sobre se este partido tenciona pedir mais esclarecimentos a Passos Coelho, como fez relativamente à divida da Segurança Social. Se, no futuro, houver novos dados, o BE admite suscitar dúvidas.

João Galamba, deputado do PS, já tinha referido que este assunto é “de natureza distinta” do da dívida à Segurança Social. O socialista, em comentário na RTP Informação, classificou a situação como “mero deslize” e referiu que o primeiro-ministro “tem direito a ter [processos de] execuções fiscais desde que cumpra as suas obrigações fiscais”.