A Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) vai realizar um dia de luta nacional do setor ferroviário a 16 de abril, contra a privatização da CP-Carga e da EMEF e a fusão da REFER com a EP.

As organizações de trabalhadores e reformados ferroviários reuniram-se e decidiram realizar a 16 de abril um dia de luta nacional do setor ferroviário, dia do 40.º aniversário da publicação do decreto de lei da nacionalização da CP, cujos contornos vão ser decididos em nova reunião no dia 30 de março.

Além disso, os trabalhadores ferroviários decidiram organizar uma ação de esclarecimento público e protesto no dia 14 de abril, junto ao local onde se realiza a reunião da União Internacional dos Caminhos de ferro (UIC).

Os trabalhadores vão ainda dinamizar durante o mês de março ações com trabalhadores e ativistas em torno dos problemas específicos de cada empresa.

Os ferroviários estão contra “a liquidação/privatização da CP-Carga e da EMEF, a destruição da REFER através da fusão com as Estradas de Portugal (EP) e a entrega das partes lucrativas da CP a privados”, lê-se numa nota enviada hoje pela FECTRANS.

As organizações representativas dos trabalhadores ferroviários defendem “um setor ferroviário assente numa empresa única, pública e com a gestão integrada das suas diversas áreas de atividade”.

Para a FECTRANS, está “demonstrado que a política ferroviária assente no desmembramento e pulverização da CP em várias empresas (algumas das quais entretanto extintas) não serve os interesses do país, dos utentes e dos ferroviários”.

Os sindicalistas defendem ainda que esta política “tornou o serviço ferroviário cada vez mais ineficiente, com menor cobertura e abrangência pese o facto de custar cada vez mais para os utentes e para o erário público do que custava quando servia mais população”.