Na Califórnia, um advogado está decidido a legalizar a execução de cidadãos homossexuais e garante que nada o fará parar de levar a ideia avante, conta o The Guardian. A medida iria castigar “todos aqueles que tocam deliberadamente outra pessoa do mesmo género para fins de gratificação sexual”. Para o advogado, isto seria melhor do que “sermos todos mortos pela justa ira de Deus”.

Isto significa que o castigo seria também aplicado a todos aqueles que apoiam os direitos dos homossexuais: desde uma multa de mais de 730 mil euros até dez anos de prisão e expulsão do estado. E “ser sodomita” ou apoiar a sua propaganda impediria que se trabalhasse no serviço público ou se retiras vantagens dele.

Matt McLaughlin, advogado em Huntington Beach, já preencheu os papéis necessários para fazer valer a sua proposta. A iniciativa chama-se “Lei da Supressão Sodomita” e aguarda revisão da procuradora-geral, Kamala Harris, que parece não ter autoridade para bloqueá-la. Mas a proposta de matar pessoas com base na sua orientação sexual pode não chegar a ser votada, porque o Supremo Tribunal tem capacidade para findar as medidas que violam a constituição estatal.

Ainda assim, visto que McLaughlin conseguiu um patrocinador, a procuradora-geral tem de preparar um resumo da medida em análise, antes de a enviar para o escritório do secretário de Estado, para o período de recolha de assinaturas. São precisos 356 mil nomes em noventa dias para que a proposta seja tomada em consideração.

O sumário de 100 palavras deve estar terminado a 4 de maio, mas o senador Ricardo Lara, que é homossexual, já prestou declarações: “eu apoio a liberdade de expressão, mas pedir uma sanção estatal de execução de uma classe protegida levanta questões sobre o caráter e julgamento do proponente”.

Lara juntou-se à LGBT para apresentar queixa contra McLaughlin, que já foi protagonista de outras polémicas no país.