Tikrit foi recentemente libertada das mãos do Estado Islâmico e a primeira descoberta feita na cidade mostra a dimensão da barbárie na zona. Foi descoberta uma vala comum com mais de 1.700 corpos que se acredita poderem pertencer a soldados iraquianos.

Os corpos ainda estão a ser identificados, mas acredita-se pertencerem a soldados do Iraque. No ano passado o Estado Islâmico divulgou vídeos de execução de soldados naquela zona, então ocupada pelos jihadistas. A cidade foi retomada pelos iraquianos há pouco tempo. Um dos soldados que sobreviveu à ocupação conta à CNN que os jihadistas capturaram militares junto à base militar de Camp Speicher e levaram-nos para o antigo complexo presidencial, onde está enterrado Saddam Hussein e que serviu de sede ao grupo de extremistas.

Depois de chegarem ao complexo, os soldados eram divididos em grupos, executados e enterrados na vala comum. O soldado conta que sobreviveu porque se fingiu de morto e foi atirado para um rio e conseguiu flutuar até estar em segurança.

As entidades iraquianas estão agora a identificar os corpos com base no ADN. Esta pode não ser a única vala comum em Tikrit. A Human Rights Watch identificou algumas possíveis na zona, recorrendo a imagens de satélite e a testemunhos.