Quatro anos depois da descoberta de “Romeu e Julieta”, um grupo de cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, decidiu analisar os ossos dos dois dinossauros de modo a provar que as penas das suas caudas seriam usadas para cortejar potenciais parceiros.

Durante mais de 75 milhões de anos, “Romeu e Julieta” permaneceram “abraçados” sob as areias do deserto de Gobi, na Ásia. E foi ai que, em 2001, uma equipa de arqueólogos os descobriu, enterrados debaixo das dunas.

De acordo com a revista Time, os dois dinossauros terão provavelmente morrido devido ao colapso de uma duna, provocado pelas chuvas fortes. As diferenças entre os dois indicam que se tratariam de um macho e de uma fêmea da mesma espécie. Os arqueólogos não resistiram — chamaram-lhes “Romeu e Julieta”.

Para o novo estudo, publicado na revista Science, os cientistas compararam o fóssil dos dois dinossauros com a anatomia dos pássaros modernos. Depois de feita a análise, foi possível concluir que esta espécie de dinossauros tinha longas penas na ponta das caudas e que estas poderiam ser usadas para cortejar um potencial parceiro.

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Sydney Mohr/Universidade de Alberta

 

Scott Persons, do grupo de investigadores da Universidade de Alberta, explicou num comunicado “que, apesar de os dois terem praticamente o mesmo tamanho, a mesma idade e de serem idênticos anatomicamente, os ossos da cauda de Romeu eram maiores”. Isto indica que seria “provavelmente um macho” e que a cauda poderia ser usada “para a corte”. Por outro lado, ossos da cauda de “Julieta” eram mais pequenos.

Há muito que os paleontólogos acreditam que as penas de alguns dinossauros seriam usadas para cortejar o sexo oposto. “A nossa teoria é que estas longas penas em leque tinham o mesmo propósito” que as penas de “algumas aves modernas, como os perús, os pavões ou as galinhas”, disse Persons. “Eram usadas para a corte”.