Poeta, dramaturgo e também uma das primeiras vítimas politicas da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Federico García Lorca foi assassinado em 1936. Apesar dos motivos por detrás da sua morte estarem envoltos em mistério, surgiu um relatório de 9 de julho de 1965 que ajuda a clarificar a questão. O documento, alegadamente escrito pela polícia de Granada, descreve o escritor como “socialista”, “maçon pertencente à Alhambra” e que participava em “práticas aberrantes e homossexuais”, conta o jornal espanhol El País. Segundo o relatório, Lorca terá sido morto após ter confessado esses seus “crimes”.

29 anos após ter sido redigido, a rádio espanhola Cadena SER teve acesso a esse relatório. E fica mais claro que Lorca terá sido assassinado após ter confessado os seus “crimes”. Apesar de o documento não especificar o conteúdo exato da confissão, revela um perfil incriminatório do poeta e dramaturgo espanhol. O relatório descreve também o momento em que Lorca foi preso.

Federico Lorca encontrava-se em casa de amigos, os irmãos Rosales, em agosto de 1936. A  Guerra Civil espanhola tinha acabado de rebentar. O escritor ter-se-ia escondido após ter percebido que a sua casa fora alvo de duas buscas. Mas a polícia cercou a casa onde se encontrava bem como as ruas mais próximas. Segundo o documento, os amigos do escritor tentaram intervir para o salvar. Em vão. Lorca foi preso.

Foi levado de carro para Fuente Grande, um local próximo de Granada, difícil de localizar. Com ele ia outro homem detido de quem não há registo de informações.

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Federico Lorca foi depois morto. “Atingido após ter confessado e enterrado nessa mesma localização numa vala superficial numa ravina”, conta o relatório da polícia de Granada.

O documento clarificou a forma como Lorca foi preso e algumas características que o poderiam incriminar. Contudo, ficam ainda por descobrir as razões exatas que levaram à morte do dramaturgo. A própria policia de Granada admite que o relato “é algo confusa”.