Não chegou à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) qualquer comunicação sobre o SMS que o líder socialista, António Costa, enviou a um dos diretores-adjuntos do jornal Expresso, João Vieira Pereira, apurou o Observador junto do presidente da ERC, Carlos Magno.

“Até à tarde de sexta-feira nada tinha sido comunicado”, afirmou o responsável pela entidade que avalia o comportamento dos vários órgãos de comunicação social. É por isso que, na ótica do seu presidente, a menos que chegue alguma queixa, não haverá, em princípio, qualquer “intervenção” por parte da ERC.

“Do meu ponto de vista pessoal, considero que devem existir SMS destes às centenas e tem que haver um enquadramento pessoal e profissional muito claro. Do meu ponto de vista a ERC não se deve envolver”, afirma Carlos Mano ao Observador.

Por outro lado, diz o responsável, é benéfico que estes temas venham a público. “É a única forma de tornar tudo isto mais claro para todos. Quem mandou o SMS provavelmente sabia que ele seria tornado público e quem o recebeu utilizou como quis”, diz.

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O secretário-geral do PS, António Costa, enviou um SMS a João Vieira Pereira na noite do 25 de abril, dia a que foi publicada mais uma edição do jornal Expresso, onde o diretor-djunto assina uma coluna. Naquele dia, o tema foi o programa eleitoral do Partido Socialista.

Nesta última edição do Expresso, antecipada para sexta-feira por ser um dia feriado, João Vieira Pereira tornou a mensagem pública, como o Observador noticiou aqui.